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Preste mais atenção a si

Escreve quem sabe

2020-12-06 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Ninguém é feliz sem o convívio e interação com outras pessoas. Todos/as precisámos de atenção, de companhia e das palavras de alguém que nos conforte. Somos pessoas, que constroem memórias que ficam para a vida na companhia de pessoas especiais. Sabia que é especial? Pode nem sempre ver ou sentir, mas é. Temos mais dificuldade em “ver ou sentir” quando estamos emocionalmente afetados/as, pela tristeza, pela falta de coragem ou até desalento perante a vida. Todavia há “quem se perca” em “agradar mais aos outros” do que a si próprio/a. É, de certa forma, uma “necessidade de aprovação” , por parte de terceiras pessoas e a vida rege-se em função disso. Porque será tão importante a “aprovação dos outros”? A primeira causa, é o receio de sentir-se sozinho/a. A solidão “mata”, é uma verdade. Ninguém quer ficar sem amigos, sem ter atenção por parte de alguém. Neste sentido, frequentemente tendem a fundir-se em comportamentos, atitudes, opiniões e formas de pensar que não correspondem o que realmente pensam, ou desejam. Porque simplesmente não querem ficar sozinhos/as. Todavia, o que acontece quando “se cala” por medo de ferir suscetibilidades acaba-se por se sentir um vazio enorme, por dentro. E por mais que, rodeado/a de gente esteja, acaba por vivenciar essa solidão que igualmente corrói por dentro as emoções. A segunda causa, é a “fragilidade da personalidade”. Nós desenvolvemos a nossa personalidade durante em infância e adolescência e quando “é mal desenvolvida”, dá origem a problemas ou bloqueios emocionais que se repercutem na vida adulta. Aquele/a que “cresceu a escutar criticas”, possivelmente a forma como se tenderá a “ver” (autoconceito) numa vida adulta, será de forma pejorativa, isto é, os/as outros/as são sempre melhores. Neste sentido, insistirá sempre na necessidade de “fazer tudo” para ser aceite por parte de outras pessoas e não rejeitado/a. O “apontar de defeitos” sistemático quando se desenvolve uma personalidade e não a valorização de qualidades potencia a ter uma perceção da realidade futura distorcida. Mesmo que algo de bom aconteça, nunca é valorizado, por parte da própria pessoa. O registo de pensamento negativo prevalece em detrimento do positivo. Isto porque a nossa autoestima também é formada pela “absorção” daquilo que os outros pensam de nós. Quando as pessoas têm uma “personalidade frágil”, há uma maior propensão para “agradar os outros” e neste sentido há o “reverso da medalha”, pois pode correr sérios riscos. Há pessoas com as quais se interage que são mal-intencionadas e “tiram partido” dessas mesmo fragilidades. Há quem se perca em justificar ou dar explicações da vida. Não deve nem pode, “deixar nas mãos de terceiros” a sua vida. Guarde o melhor e o pior para si. A terceira causa, é a importância que se dá “aos que os outros vão pensar”. Já pensou, por algum momento, que a felicidade depende sempre de si e não de outras pessoas. Porque se dependesse de outras pessoas, a sociedade seria mais amigável e não haveriam, zangas, separações, inequívocos. Infelizmente, por vezes, são as pessoas que com quem se tem mais cuidados e mais empatia, que são as primeiras pessoas a prejudicar a felicidade. Você nunca agradará, por excelente pessoa que o seja, a todas as pessoas com as quais convive ou que vai conhecer. É humanamente impossível. Neste sentido, tenha sempre uma opinião própria com base nos seus gostos, necessidades e os seus princípios. Não é por ter uma opinião de conformidade que vai ser sempre bem sucedido/a. Mostre-se como realmente é. Quem gosta de si, permanecerá ao seu lado. Se porventura alguém não se identificar, “deixe ir”, certamente, seria uma pessoa auto centrada em si própria, sem empatia pelos outros. Não pense que você é que está mal, ou deve temer por ter uma opinião ou comportamento diferente. Aqueles/as que na verdade, não conseguem ouvir uma opinião contrária à sua, ainda estão num caminho de desenvolvimento pessoal pouco evoluído e a vida encarregar-se-á de mostrar, através de “lições de vida” que normalmente essas pessoas não gostam ou não pretendem, as vezes que forem necessárias. Na vida há perdas e ganhos. Há pessoas que saem das nossas vidas e outras que entram. É um ciclo. Seja fiel a si e às suas convicções. Ao contrário do que possa pensar, ganha-se maior credibilidade por se ter uma personalidade única em que se defende princípios e não um conformismo a terceiras opiniões.

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