Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Prestar contas

Um ano em que a Europa respirou cultura

Ideias Políticas

2012-06-26 às 06h00

Hugo Soares

Considero que o exercício de funções políticas, com a legitimidade do voto, exige prestar de contas. Um ano volvido da posse como deputado à Assembleia da República é tempo de balanços.
Não lamento ter deixado a família para trás. Não lamento não ter fins de semanas ou noites tranquilas no sofá. Não lamento ter colocado em segundo plano a profissão que sempre quis: a de advogado. Não lamento os milhares de quilómetros que fiz num ano. As milhares de horas ao telefone. As reuniões infindáveis. Os muitos momentos difíceis e desagradáveis. E não la-mento porque faço aquilo que gosto. Faço política, represento os Portugueses e procuro, todos os dias, fazer alguma coisa para melhorar a vida de alguém.

Estou a deputado; porque quis, porque fui eleito e porque adoro a política (na verdadeira aceção do conceito).
Os tempos que vivemos são o verdadeiro desafio político: procurar transformar o País para dar a sustentabilidade às novas gerações que outros tiraram às actuais. Numa palavra: colocar Portugal no rumo certo. Foi para isso que trabalhei e me empenhei no último ano. Aqui ficará o meu prestar de contas.

Trabalhei com afinco na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias produzindo relatórios e pareceres vários sobre iniciativas legislativas, assumindo a coordenação do Grupo de Trabalho de acompanhamento das políticas contra a corrupção. Participei em diversos debates Parlamentares quer em reuniões de Comissão quer em reunião Plenária.
Produzi uma Declaração Política em Plenário da Assembleia da República sobre a importância das reformas na justiça no crescimento económico. Fui co-autor de um conjunto de alterações legislativas das quais destacaria matérias como o arrendamento jovem, o combate à toxicodependência e o combate à obesidade infanto-juvenil.

Coloquei-me ao lado de todos os minhotos que se bateram contra um hipotético encerramento da chamada linha ferro-viária que liga o Minho a Vigo. Fiz dezenas de perguntas e requerimentos ao Governo sobre matérias diretamente relaciona-das com o meu concelho e distrito de eleição: sobre a Capital Europeia da Juventude e da Cultura, sobre questões ligadas à agricultura, sobre educação e património, sobre policiamento e segurança… Tudo independentemente de ser deputado da maioria e sempre em defesa dos meus concidadãos.

Participei em dezenas de audições. Fui eleito Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Itália tendo procurado já entabular entendimentos que beneficiem o nosso País e a minha região. Participei numa jornada de trabalho em Belgrado sobre a defesa dos Direitos Humanos e o papel dos parlamentos nacionais na prossecução desse desiderato. Estive em diversas escolas do meu Distrito no âmbito do Parlamento Jovem.

Fui eleito membro da Comissão Parlamentar de Inquérito ‘ao caso BPN’, participando em todas as audições e procurando saber se uma das maiores fraudes de sempre foi ou não bem ‘gerida’ pelo Governo anterior.
Reuni com centenas de cidadãos, ora a seu pedido ora a meu convite, quer no círculo eleitoral quer na Assembleia da Republica. Visitei IPSSs, empresas, associações e serviços públicos, auscultando problemas e anseios. Tudo no da tripla função legislativa, fiscalizadora e de representação.

Este é o meu testemunho de consciência tranquila. Fi-lo com o maior do empenho, entusiasmo e dedicação. Este é o tempo do primeiro prestar de contas. As de um político que não tem vergonha de o ser. Sou-o com orgulho.

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