Correio do Minho

Braga, terça-feira

Preparar o Futuro de Portugal

Caminho perigoso

Ideias Políticas

2011-12-23 às 06h00

Francisco Mota

As nossas atitudes de hoje têm sempre consequências no futuro. E é por isso que o futuro é condicionado pelo esforço de todos os dias. Vivemos numa época profundamente difícil, e ainda por cima onde os principais responsáveis “sacodem a água do capote”, pois ouvimos o partido socialista a queixar-se que o país vai mal, que o caminho não é este e que o governo não tem condições, ao mesmo tempo que faz um gesto de lava-mãos à maneira de Pilatos, dizendo: vai mal, mas “isso não é nada comigo”, em nada nos responsabilizamos.

Esquecendo-se assim a forma como condenaram o País e os Portugueses, na falta de consequências das políticas exercidas, pois basta ver que em média o crescimento na governação socialista traduz-se em 0,5% ano. Acrescendo ainda, presentemente, da vontade de não cumprimento do pagamento das nossas dívidas.

Mas contrariamente a estas posições inseguras, temos que lançar gestos de esperança e preparar Portugal no futuro, através de uma opção reformista na Educação, na Justiça, na Segurança Social, na Saúde, no Mercado de Arrendamento, nas leis laborais, de fundo dar a oportunidade de Liberdade, de Liberdade de escolha, de Liberdade de iniciativa.

Só assim poderemos trilhar um novo caminho, de responsabilidade e de crescimento para Portugal. A estratégia de implantação de políticas consequentes apenas é possível se pensarmos numa perspectiva efectiva a longo prazo.

E a este propósito, lembro uma história relacionada com o trabalho do campo. Sempre ouvi dizer, e é verdade, que um pinhal, ao ser semeado, precisa de pelo menos cem anos para que a sua madeira esteja pronta para ser utilizada. Um neto acompanha o seu avó a uma das suas terras, onde o vê pacientemente a plantar pinheiros. Tendo conhecimento da longa data para estes estarem prontos, não deixou de lhe perguntar, o porque de semear aquilo que não poderá colher para seu sustento. Acabando o avó por lhe responder o seguinte:

“Também eu recebi dos que atrás de mim semearam, por isso sou responsável em deixar algo para os outros colherem”.

Este governo está a preparar exactamente este futuro que nunca foi pensado e que muito menos fez parte de qualquer estratégia governativa. Conscientes do sentido reformista, do “raspanço” com o conformismo e o derrubar da mentalidade de gerações instaladas, estará certamente empenhado em executar o que devia ter sido executado há muitos anos.

São as reformas necessárias, as exigidas pelos portugueses que acreditam nesta liderança, no seu trabalho e na capacidade de inverter o rumo do País. Pois lembrando um provérbio índio, “o mundo não é uma herança dos nossos pais, mas um empréstimo dos nossos filhos”.

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