Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Poupança

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Ideias

2011-02-02 às 06h00

Pedro Machado

Actualmente, o termo poupança está na ordem do dia. É frequente assistir nos telejornais e ler em jornais e revistas, muitas reportagens sobre poupança, inclusivamente são dadas a conhecer muitas dicas de poupança para as várias áreas da vida quotidiana.
Ora, alguns gastos mensais que todos temos são inevitáveis, tais como a energia, água ou resíduos.

É frequentes as pessoas queixarem-se dos preços elevados destes serviços, ainda assim, é possível poupar também nestas áreas. E as poupanças não só ambientais mas também palpavelmente económicas.
É bom lembrar que em Portugal se aplica o princípio do poluidor-pagador, ou seja, a taxa de resíduos paga varia consoante a quantidade de água consumida. Presume-se que um maior consumo de água significa que existem mais pessoas a consumir e, logo, mais pessoas a fazer lixo.

No entanto, sabemos que muitas vezes não é necessariamente assim, pois muitas pessoas gastam muita água sem se preocuparem em poupar quer em termos ambientais (gastar menos água que é um recurso escasso), quer em termos económicos (gastar menos água, pagando menos por este consumo e consequentemente, pagando menos taxa de resíduos).

Muitas vezes, estes serviços são caros porque as pessoas não colaboram e não têm princípios de civismo e preocupação ambiental. Colocar resíduos fora de horas e fora de contentores, obrigando à intervenção de equipas de limpeza de ruas, não reciclando, pois aquilo que não vai para reciclar é recolhido pelas câmaras ou empresas municipais, pagando uma taxa de deposição em aterro.

A reciclagem não deverá ser apenas uma preocupação ambiental, fundamental é certo mas que também traz inúmeras vantagens económicas que mesmo que não afectem directamente o consumidor se irão reflectir nos preços a pagar em determinados produtos e serviços. Por exemplo, se ao reciclar vidro uma empresa gasta menos energia e poupa matéria-prima para o fabrico de novos produtos de vidro, o consumo de um determinado produto numa embalagem de vidro poderá ser mais barato.

Relativamente à recolha de resíduos, preconizo que se implemente o fornecimento exclusivo de sacos biodegradáveis para recolha de resíduos urbanos, pelos municípios ou pelas empresas municipais responsáveis pela recolha de resíduos, havendo assim uma homogeneização, pois só assim se conseguirá efectivamente responsabilizar os prevaricadores, quem não colabora com os serviços de recolha.

Defendo que as câmaras ou empresas municipais deveriam ser responsáveis pela distribuição de sacos biodegradáveis identificativos para os resíduos urbanos. Assim, só se recolheria os resíduos a quem cumprisse as regras e quem não cumprisse seria efectivamente penalizado, como por exemplo, ao utilizar sacos diferentes dos que foram fornecidos, ao não cumprir dias e horários de recolha, ou não separando os resíduos. Com a homogeneização da recolha, estas situações seriam facilmente identificadas e devidamente responsabilizadas.

Se os apelos de poupança, quer ambiental, quer económica não resultam, só vejo esta como solução para que todos colaborem correctamente com os serviços de recolha de resíduos. Infelizmente, apesar de toda a sensibilização ambiental que temos vindo a fazer ao longo dos anos, e que deve continuar, mesmo assistindo a grandes melhorias, continuam a existir muitas pessoas que não cumprem e prejudicam os outros munícipes, pois acabam por pagar todos pelo comportamento inadequado de alguns.

Apelo assim aos grandes obreiros da sensibilização: municípios, professores e órgãos de comunicação social, que persistam na sensibilização/educação ambiental. Só assim lá chegaremos!

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