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Portugueses contentes com a UE mas acreditam que é possível fazer ainda mais

A imunidade possível

Portugueses contentes com a UE mas acreditam que é possível fazer ainda mais

Ideias

2021-06-11 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

O último Eurobarómetro, realizado entre março e abril de 2021, mostra que os cidadãos europeus estão satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelas instituições europeias ao longo dos últimos meses, numa fase marcada pela inédita e complexa gestão de saúde para fazer face à pandemia COVID-19.
A avaliação positiva da União Europeia (UE) permanece num dos seus níveis mais elevados da última década, reforçando assim o forte apoio à UE e a preferência por uma abordagem ao nível europeu para enfrentar crises globais. Os resultados do inquérito apresentam números muito interessantes (por vezes surpreendentes para o momento em que vivemos) e que merecem alguma atenção e consideração.
Em primeiro lugar, Portugal ficou no topo dos Estados-Membros (EM) que tem uma imagem positiva do trabalho desenvolvido pela UE. Mais de 80% dos portugueses expressaram o seu agrado com a UE, e apenas 2% indicaram o seu desagrado. Estas percentagens indicam que Portugal encontra-se muito acima dos 48% registados pela média dos 26 EM no que diz respeito a este tópico. Esta indicação é importante dado o contexto delicado em que estamos inseridos.

Referir que desde o início da pandemia que a UE tem atuado de forma responsável e solidária com todos os cidadãos europeus, e tem sido importante para desbloquear diversos processos delicados, nomeadamente a regulação do Espaço Schengen em tempos de pandemia; o apoio à investigação para o desenvolvimento de vacinas; a gestão e negociação de contratos e respetiva distribuição equitativa de vacinas pelos EM; a negociação do novo pacote #NextGenerationEU para a recuperação económica, entre outras medidas. Apesar dos prejuízos económicos causados pela pandemia, os cidadãos estão conscientes de que todo o esforço imputado no controlo da pandemia foi importante e trouxe mais-valias ao nível da saúde.

Em segundo lugar, os cidadãos europeus estão conscientes dos esforços da UE para combater a pandemia. Oito em cada dez europeus identificam claramente as ações da UE para enfrentar as consequências da pandemia, sendo que metade revela conhecimento de algumas medidas apresentadas pela UE. Este indicador demonstra que a pandemia COVID-19 continua a ser uma das principais preocupações dos cidadãos e que a comunicação que a UE tem realizado está a ser acertiva. Referir ainda que 53% dos cidadãos portugueses está satisfeito com as medidas implementadas, apresentando um valor acima da média europeia.
Estes são indicadores sobejamente positivos. Não obstante, metade dos portugueses que responderam a este inquérito declaram-se a favor da UE, mas não da forma como tem sido concretizada até ao momento. Os dados apontam que os portugueses querem mais UE, e querem mais integração e coesão, sobretudo para responder a certos desafios supranacionais da sociedade. A título de exemplo, 96% dos portugueses considera que a UE deve ter mais competências para lidar com crises como a que ocor- reu com a pandemia COVID-19. A forma ágil e rápida como a UE soube lidar com o acesso rápido a vacinas seguras e eficazes para todos os europeus foi dado como um dos exemplos da mais-valia da UE e de uma resposta coordenada a nível europeu. Não obstante, os mesmos cidadãos referem que era importante estabele- cer uma estratégia europeia para enfrentar uma crise semelhante no futuro.

Ademais, os portugueses também referiram que a Conferência sobre o Futuro da Europa representará um passo represen- tativo para dar um novo impulso para a democracia europeia e esperam que a pandemia possa servir de exemplo para encontrar soluções e implementar novas respostas coordenadas a nível europeu para aumentar a integração europeia.
Estes resultados mostram que o trabalho das instituições europeias num momento tão delicado tem ido ao encontro das expectativas dos cidadãos euro- peus. Durante o último ano, a UE foi apanhada de surpresa e soube responder de forma assertiva a todos os desafios inéditos que lhes foram colocados. Através do diálogo e da cooperação entre governos, instituições, eurodeputados, proteção civil, foi possível construir uma Europa melhor e mais segura. Os resultados deste trabalho estão à vista de todos: a UE apresentou-se imprescindível para responder de forma eficiente às crises supranacionais. É, pois, importante que estas estratégias não se percam nos próximos anos. A UE tem ainda muito potencial para ser explorado e os cidadãos europeus reconhecem essa potencialidade e querem explorar essas mesmas potencialidades.

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