Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Portugal, que futuro?

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2011-06-22 às 06h00

Pedro Machado

O futuro do país está hipotecado, pelo que é preponderante uma forte liderança e a imposição de medidas que garantam o futuro das próximas gerações. É essencial criar condições para a consecução de uma sustentabilidade a médio prazo, mas duradoura, ao invés de uma imediata, mas de curta duração. Estes próximos anos, serão de sacrifício e devoção já que qualquer erro de gestão poderá ser fatal e devastador, com consequências imprevisivelmente negativas e incontroláveis.
Assim, penso que será necessário uma diminuição da despesa pública sem que isso afecte os proveitos do Estado e das instituições públicas. Para tal, terá obrigatoriamente que haver uma maior potenciação dos recursos disponíveis, tanto humanos como financeiros. Portugal tem, indubitavelmente de se tornar um País empreendedor, incentivando cada vez mais o empreendedorismo e o aparecimento de jovens empresários, fomentando assim, a criação de novos postos de trabalho assim como o desenvolvimento de novas tecnologias e investigação. Com a criação de novas empresas e novos projectos, a concorrência aumentaria obrigatoriamente, promovendo um mercado interno e externo cada vez mais forte, coeso e próspero.
Em ocorrências mais específicas, como as dos Resíduos, Saúde, Justiça, Educação e Transportes Públicos, considero que o Estado deva fazer concessão à melhor proposta de gestão, caso se mostre ineficiente para gerir empresas, evitando assim a privatização, de forma a oferecer ao contribuinte o melhor serviço à mais baixa tarifa possível. O que deveria ocorrer, seria pagar tarifas de prestação de serviços eficientes, e além disto, o pagamento da majoração de capitais próprios, devida e fortemente regulados em concessões estabelecidas pelo Estado. Não exigir que o utente pague ainda as dívidas contraídas à banca para a aquisição dessas empresas.
A situação do ensino também não é das melhores. Vemos repetidamente, greves contra o aumento das propinas e em prol de um sistema educacional melhorado. Não sou contra o aumento das propinas, mas sim contra o aumento realizado para que simplesmente as Universidades consigam pagar as suas dívidas. Assim, se o aumento das propinas induzisse um melhoramento das infra-estruturas e do nível de ensino, seria completamente a favor desde que não se verificasse uma subida exorbitante. Sou igualmente a favor do congelamento ou redução do número de vagas de alguns cursos superiores no qual o mercado esteja completamente sobrelotado. O caso dos cursos de educação e enfermagem, por exemplo, estão a formar jovens para se depararem com uma realidade deprimente, desoladora e desmotivante - o desemprego. A única solução para esses jovens é emigrarem e adquirirem experiência no estrangeiro.
A nível de saúde, é extremamente necessário uma administração mais responsável, potenciando os recursos humanos e as infra-estruturas já existentes. Não podem continuar a falecer pessoas nos corredores dos hospitais ou nas salas de urgência à espera de serem atendidos. Com tantos médicos formados, como é que ainda é possível haver falta dos mesmos nos hospitais? O serviço público de saúde tem que oferecer um nível de serviços equiparado ao serviço privado. É obrigatório que a população volte a ter confiança no Serviço Nacional de Saúde, e para isso é preciso agir eficazmente.
Não quero estar a fazer juízos de valor em relação ao que foi feito e do que falta fazer, no entanto, existem actos mínimos que poderão levar a grandes soluções.
Continuo a dizer que em sectores essenciais, o estado não se sentindo com vocação ou com capacidade para gerir, não deve alienar sectores estratégicos como o da saúde, educação e outros essenciais. Acredito que a solução poderá passar por concessões ou alienações de capital social minoritárias assim como a criação de uma forma séria de entidades reguladoras com capacidade para regular.
Transversalmente, a culpa não poderá cair somente nos políticos, pois a culpa é de todos nós. Estou esperançado que Portugal ultrapassará esta difícil recessão, porém, somente com muito trabalho, entrega e profissionalismo, sairemos desta situação precária. Só o tempo o dirá…

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