Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Portugal Menos, Portugal Mais

O idioma que se fala em Portugal é o espanhol

Ideias Políticas

2018-02-20 às 06h00

Pedro Sousa

Portugal Menos. Acompanhei, atentamente, o congresso do PSD que, no fim-de-semana que passou, ocorreu no Centro de Congressos de Lisboa.
Fi-lo porque me habituei, desde muito jovem, a escutar, a admirar e a estudar, com interesse, o pensamento político e a coerência das ideias de Francisco Sá Carneiro, de Paulo Mota Pinto e de Miguel Veiga, entre outros e, sobretudo, porque esse PPD-PSD se posicionava, sem dúvidas, no espaço político da social democracia, de inspiração e tradição humanistas, quadrante político onde também eu me insiro e reconheço.
Infelizmente, na minha opinião, o PSD, sobretudo nas últimas duas décadas, abraçou uma deriva ideológica sem retorno, assumindo, sem pudor, uma visão neoliberal, utilitarista e monetarista que, sempre que passou pelo Governo, impôs, com graves prejuízos para o nosso futuro colectivo, ao país, às famílias e aos portugueses.

Relativamente ao mandato de governo do quadriénio 2011-2015, repetem, até à exaustão, que se limitaram a cumprir o memorando da Troika, a mesma Troika que o Partido Socialista chamou e cujo memorando também assinou.
A verdade, é que sob a capa do memorando da Troika, o PSD e o PP, seu parceiro de coligação, foram muito para além do memorando, impondo inomináveis sacrifícios às famílias, repetindo até à exaustão que era imperativo empobrecermos, que os portugueses viviam acima das suas possibilidades, exortando milhares de jovens portugueses, alguns dos nossos mais qualificados e bem preparados quadros, a emigrar, a procurar outras paragens, ao mesmo tempo que desvalorizou e esvaziou inúmeros serviços públicos e que vendeu, ao desbarato, empresas públicas tão lucrativas e estruturantes como a ANA e a EDP.

Regresso, agora, ao Centro de Congressos de Lisboa e ao Congresso do passado fim-de-semana. Aquilo que vi e ouvi deixou-me bem claro para todos que este PSD não aprendeu nada com a sua última passagem pelo governo da república e, mais grave, que não tem um projecto para Portugal, não tem um rumo e não tem nem ideias, nem propostas consolidadas para o País. Foi um verdadeiro desfile de barões e baronesas, pleno de posicionamentos tácticos e silêncios estratégicos, procurando vender, à força e sem critério, a ideia de um clima de grande unidade e convergência internas que de tão falso até incomoda.

O futuro do País far-se-á, estou cada vez mais certo, à esquerda, na esteira do que vem acontecendo neste mandato, com um PS forte, capaz de dialogar e construir entendimentos à sua esquerda, com uma agenda clara de valorização dos serviços públicos, na defesa da educação pública, de um serviço nacional de saúde de qualidade e de um sistema nacional de pensões também ele público, valorizando o factor trabalho e combatendo, sem descanso, todas as desigualdades que continuam a minar o futuro que desejamos construir em Portugal.
Portugal Mais. Portugal sagrou-se, há dias, campeão europeu de futsal. Foi mais um momento absolutamente épico, com o desporto português, como tantas vezes tem feito, a puxar pelo orgulho de todos nós e a demonstrar que quando se trabalha com qualidade e com organização temos tudo para estar, sempre, entre os melhores do mundo.

Esta vitória teve muitos protagonistas, muitas pessoas que ao longo de muitos anos ajudaram a afirmar um caminho virtuoso, de consolidação e de crescimento da modalidade que traçou objectivos e metas que nos trouxeram até ao inesquecível dia 10 de Fevereiro último.
Ao Dr. Fernando Gomes, Presidente da FPF, que, acompanhado pelo Tiago Craveiro e demais dirigentes, incutiu na Federação Portuguesa de Futebol uma liderança e uma organização absolutamente profissional, escolhendo os melhores para cada sector, visão que transformou, em definitivo, a casa do futebol Português numa casa de campeões.
Aos treinadores Jorge Braz, José Luís Mendes e Pedro Palas, a toda a demais estrutura técnica, aos inexcedíveis atletas, um colectivo que revelou, em todos os momentos, enorme coesão e união, ao genial Ricardinho que por ser o melhor do mundo nos faz acreditar, mesmo nos momentos mais difíceis, que é sempre possível vencer.

No meio de tantos que me cabe, aqui, elogiar, há um nome que merece destaque individual. O Pedro Dias, Director Coordenador da Federação Portuguesa de Futebol responsável pelo Futsal, Técnico da Universidade do Minho e alguém que trabalhou muito e durante muitos anos para atingirmos o sucesso que, finalmente, chegou.
Há seis anos, em 2012, sob a superior liderança do Pedro Dias, a FPF aprovou um plano estratégico para o Futsal do qual constavam três objetivos fundamentais:
- Ser o segundo desporto mais praticado em Portugal: cumprido;
- Ter um dos melhores campeonatos do mundo: cumprido;
- Ter uma das melhores seleções do Mundo e conquistar títulos: cumprido;
Há ainda muito a fazer no plano do desporto em Portugal, nomeadamente no que à ligação da educação e do desporto diz respeito, procurando estabelecer uma relação mais próxima e estruturada, desde o ensino básico à universidade, procurando criar melhores condições para o desenvolvimento desportivo em contexto educativo, mas, não sendo garantia infalível de sucesso, ter dirigentes do nível do Dr. Fernando Gomes, do Tiago Craveiro e do Pedro Dias, ajuda, ajuda muito a que o desporto português continue na esteira do sucesso.

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.