Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Porque não escolhemos o nosso candidato preferido?

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Ideias

2019-02-19 às 06h00

Paulo Monteiro

Já são conhecidos os cabeças-de-lista das principais forças políticas nas eleições para o Parlamento Europeu que se realizam a 26 de Maio. Paulo Rangel (PSD), Pedro Marques (PS), Nuno Melo (CDS/PP), João Ferreira (CDU) e Marisa Matias (BE) são os rostos conhecidos. Destes, apenas o Bloco de Esquerda já apresentou a lista completa dos 21 candidatos às eleições europeias. Dos restantes continuamos à espera... Os próximos dias devem trazer novidades. Mas o certo é que, se gostamos de algum candidato, ‘podemos’ votar nele e não o conseguir eleger. Eu explico: o nosso sistema eleitoral define que votamos num partido e não num candidato. Por exemplo, para o Parlamento Europeu podemos gostar de determinado candidato e este não ser eleito apesar de termos votado no partido correspondente.

Clarificando... o Bloco de Esquerda tem na sua lista dois ‘minhotos’ (por residirem no Minho): a ‘famalicense’ Ana Rute Marcelino (sexta) e o ‘barcelense’ Miguel Martins (21.º). Será que algum deles é eleito? Tudo indica que não. No entanto, quem acredita nestes candidatos vai votar BE para os tentar eleger... mas será uma tarefa inglória. Por esta razão se defende, já há muito tempo, uma reforma do sistema eleitoral, passando a haver círculos uninominais, onde aí poderíamos votar no nosso candidato preferido. Só que temos assistido a sucessivos adiamentos a esta reforma. E porque acontece isto se os cidadãos querem? Porque só os partidos, na Assembleia da República, é que têm o poder de fazer a reforma do sistema eleitoral, só a eles está reservado. Não pode, um grupo de cidadãos, propor essa alteração ao Parlamento. É o que diz a Constituição e é pena. Caso contrário estou certo de que tudo seria diferente...

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