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Por um caminho de paz

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Por um caminho de paz

Ideias Políticas

2022-06-21 às 06h00

Gonçalo Silva Gonçalo Silva

Aescalada da guerra no Leste Europeu tem, nos últimos meses, demonstrado a aversão que os povos e a juventude sentem em relação à guerra e à corrida aos armamentos.
Ouvimos todos os dias nos telejornais e nos meios de comunicação social peças jornalísticas acerca do aumento das despesas militares, da corrida aos armamentos, da produção das mais sofisticadas armas e outros meios para matar, bem como da instalação constante de novas bases militares com cada vez mais capacidade bélica e destrutiva ao redor do globo.
Em contrapartida, menosprezam-se problemas estruturais a nível mundial, como a fome, as desigualdades ou o acesso limitado a recursos naturais indispensáveis por parte de diversos povos.

Através do pano de fundo de guerra e destruição que hoje vemos na Ucrânia, vários líderes europeus e norte-americanos (pelo menos aqueles que ostentam a bandeira na NATO na lapela, tentando esconder o sangue inocente nas suas mãos) tendem a aproveitar-se do cenário de guerra para promover a escalada armamentista, afirmando, em jeito enganador, que são as armas a única forma de acabar com a guerra e não o diálogo e a diplomacia.
Os senhores da guerra, bem como os grupos económicos que mais beneficiam destes conflitos, estão já focados na Cimeira da NATO que se realizará em Madrid, nos próximos dia 29 e 30 de Junho, apostando as suas fichas no alargamento da NATO e na expansão das alianças-militares de carácter ofensivo para a região da Ásia-Pacífico – nomeadamente o QUAD e o ANZUS.

O governo espanhol, que nos próximos dias acolherá a Cimeira da NATO no seu território, celebrou em Março deste ano o seu compadrio com o rei de Marrocos, afirmando que estava ao lado do monarca na sua ocupação forçada do Saara Ocidental, já patente há várias décadas.
Também no Iémen, a situação de guerra continua a intensificar-se, sendo considerada pela ONU como uma das maiores tragédias humanitárias do século XXI. O Iémen é um dos países com maior taxa de mortalidade infantil (59.6 nados-mortos a cada mil nascimentos) e menor esperança média de vida (66.12 anos), fruto de uma guerra levada a cabo pela Arábia Saudita e directamente patrocinada pelos Estados Unidos e pela NATO. É necessário combater quaisquer que sejam os esforços de continuar a guerra, seja na Ucrânia, no Saara, no Iémen ou na Palestina, bem como em muitas outras regiões pelo mundo fora.

Ao povo português e em especial à juventude, cabe um papel importantíssimo de contestação, saindo à rua pela paz, exigindo o respeito pelos princípios do direito internacional, em especial a Carta das Nações Unidas e os artigos da Acta Final da Conferência de Helsínquia relativos à solução diplomática de conflitos para garantir um caminho que ponha termo à guerra, promova a paz, o desarmamento simultâneo, a segurança colectiva, a cooperação e a justiça entre todos os povos.
É necessária uma postura firme e coerente do executivo português na promoção da solução pacífica dos conflitos, contribuindo para a construção de um clima de confiança e de cooperação, como exige precisamente a Constituição da República Portuguesa.
Como tal, devendo a juventude ser mecanismo activo na construção da paz, apelamos à participação na acção pela paz a 29 de Junho, pelas 18h00, na Cordoaria, no Porto.

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