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Plano de Recuperação das Aprendizagens - Plano 21/23 Escolas +

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Plano de Recuperação das Aprendizagens - Plano 21/23 Escolas +

Voz às Escolas

2022-01-14 às 06h00

Luisa Rodrigues Luisa Rodrigues

No decurso da manhã de quarta-feira, decorreram as 2ªs Jornadas do Plano de Recuperação das Aprendizagens – Plano 21/23 Escola+, promovidas pela Direção Geral da Educação, mais um momento de partilha de boas práticas e de reflexão sobre os novos desafios lançados às Escolas.
Efetivamente, e justiça seja feita, estes, como outros momentos de encontro dos Diretores dos Agrupamentos de Escolas com os representantes da Tutela, têm sido enriquecedores, quer ao nível da promoção da reflexão sobre as práticas organizacionais e pedagógicas das Escolas, quer ao nível do contacto com outras realidades que, pese embora, em muitos casos, pouco acrescentarem ao trabalho desenvolvido por muitas Comunidades Escolares, se revestem sempre de uma franja de inovação, decorrente da forma como os desafios são agarrados e operacionalizados.
O Plano de Recuperação das Aprendizagens – Plano 21/23 Escola +, como sabemos, decorre da necessidade de implementação de algumas medidas que facilitem o trabalho que as Escolas estão a desenvolver, no sentido de minimizar os efeitos perversos dos períodos de ensino à distância, efeitos esses sobejamente aferidos nas lacunas, aos mais diversos níveis, evidenciadas pela esmagadora maioria dos alunos, com repercussões no desenvolvimento das aprendizagens essenciais expectáveis e nas competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Os profissionais de educação têm recorrido a todas as ferramentas potenciadoras, não só da recuperação, mas, também, da evolução das aprendizagens e do bem estar dos alunos, numa demonstração inequívoca do seu total comprometimento com a qualidade das suas aprendizagens e a qualidade do seu desenvolvimento emocional, o que tem sido reconhecido nos referidos momentos de encontro com o poder decisor, ao nível das políticas educativas.
No entanto, e não obstante as evidências da qualidade do seu trabalho e da sua dedicação, em prol de uma Escola que se pretende que seja, efetivamente, uma Escola de Todos e para Todos, para o que são, diariamente, convocadas todas as energias e potencialidades, sobretudo em tempos adversos como aqueles que temos vivido de há dois anos a esta parte, os profissionais de educação continuam a “alimentar-se” apenas das palavras de reconhecimento, fator preponderante mas não suficiente para que continuem a aceitar os desafios que lhes são colocados, com a determinação indispensável ao sucesso de uma Escola aberta à inovação e à mudança.
Não suficiente porque, como qualquer profissional, também os profissionais de educação têm direito a ser reconhecidos através de uma progressão condicente com o seu nível de desempenho, o que não acontece, fruto de um sistema que urge analisar e rever, a bem de uma classe que sustenta a sociedade em que vivemos, e a quem todos deveriam reconhecer o devido valor, já que todos devemos a base do que somos, profissionalmente, à Escola.
Assim, e uma vez mais, porque nunca me cansarei de defender o direito à justa contrapartida pelo desempenho evidenciado, nesta como em qualquer outra profissão, deixo o meu apelo, a quem de direito, no sentido de ser priorizada a revisão do processo de avaliação dos profissionais de educação, docentes e não docentes, pese embora a delicadeza da matéria, já que a sua equação depende apenas de fatores económicos, o que não consigo, francamente, aceitar.
Priorize-se o que deve e merece ser priorizado, a bem de um país que, sendo pequeno, deveria equacionar os focos do investimento que faz, ciente de que se a área da saúde é, inquestionavelmente, indispensável, do mesmo modo, e embora a outro nível, que não menos importante, sobretudo tendo em conta o fator da competitividade, a área da educação é, também ela, indispensável ao seu desenvolvimento, a todos os níveis.

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