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Pessoas controladoras

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Pessoas controladoras

Ideias

2019-10-06 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Para a psicologia todos os comportamentos predizem uma emoção. Neste sentido, atitudes e comportamentos menos adequados, podem anteceder, bloqueios ou traumas. Quem nunca “bloqueou” perante algum momento vida? Todos nós, uns mais do que outros, dependendo do impacto da tomada da decisão e ação. Guardámos receios e medos que não contámos a ninguém. Guardámos histórias de lugares e de momentos onde fomos impedidos de algo.
Todavia,  há quem mascare, ou melhor dizendo, disfarce muito bem as suas fragilidades. Pessoas que tem a  necessidade de se mostrar  imponentes e fortes perante tudo e todos. Auto dominam-se por uma regra “Tudo quero e tudo posso” São pessoas que automaticamente denominámos por controladoras. Como se tivessem uma obsessão ou fixação pelo controlo de pessoas e da vida destas. Pessoas  que estão sempre  atentas a todos os detalhes, que não  concretamente à sua vida mas à dos outros. Uma espécie de “General”. Aquele/a que necessita  de saber ou ter conhecimento do “passo a passo” de tudo que acontece à sua volta. As pessoas controladoras, tem características muito especificas e talvez a mais relevante e a que se destaca mais é de que são muito vulneráveis ao stress. “Tudo lhes enerva”. Não tem quaisquer problema em questionar perguntas até descabidas. 
Uma pessoa controladora é capaz de,  por exemplo, no local de trabalho questionar um colega com perguntas estranhas (“Porquê que olhaste para o lado, quando estava a falar contigo, quando deverias estar a olhar para a frente?”)
Nas amizades não é exceção, há sempre um elemento controlador ( e alguns ultrapassam até os limites do razoável) , cuja ação mental passa pelas perguntas “inofensivas”  que ocultam chantagem emocional e até manipulação ( “Onde estás? Com quem estás? Oh …Porquê que eu não fui?...e eu que fui sempre teu amigo. Eu deveria estar aí. ). Um tipo de obediência unilateral,  em que uma das partes é que manda em exclusivo e a outra obedece.   
Verbalizam “conselhos impositivos” da sua própria vontade, “Não faças.”, “Não vás”, “Não queiras.”
Não obstante,  também os pais controadores, muitas vezes, também hostilizam e desenvolvem o medo nos filhos de forma inconsciente e sem intenção mas cujas consequências podem ter um  impacto negativo  na vida adulta. Estes comportamentos controladores não significam que “desejem o mal” mas sim proteção. Só que a excessiva proteção pode ser prejudicial. “Tens a certeza? Pode  acontecer isto..” “Tens a certeza,  porque se fores podes morrer.” “Eu não o faria, vê lá”.  Todos estes cenários refletem pessoas controladoras, seja a sua essência boa ou má. Há quem controle sem intenção , isto é, não tem a real noção e há quem o faça  de propósito.
Pessoas controladoras exigem, tal como foi referido anteriormente, obediência , atenção total à sua própria pessoa  onde os seus  desejos tem de ser satisfeitos “na hora e rapidamente”. Mas quem são estas pessoas?  Na realidade, são pessoas tristes e desoladas com a vida, inseguras e com baixa auto conceito e estima. São ansiosas e stressadas (daí nunca ser  conveniente dar conselhos a uma pessoa controladora, porque mais cedo ou mais tarde irá culpá-lo/a) e tal como diz o adágio popular, “Não tem vida própria”, vivendo em função da vida de terceiros”.  Intrometem-se a dar opiniões desnecessárias que muitas vezes atrapalham e não ajudam.
As pessoas controladoras, são as pessoas que mais batalhas travam dentro de si. Elas vêm segundo a sua ótica, através de  visão negativa que tem da sua vida e fazem uma projeção para os outros e dão conselhos nesse sentido. A pessoa controladora não é feliz, sofre muito pelo desgaste emocional com que se “empenha nas causas a levar a cabo” , e nunca está satisfeita com nada.  Se é uma pessoa controladora, pense que a controlar a vida dos outros poderá deixar escapar a sua felicidade.  Pense em fazer mais coisas por si, ter objetivos que pense mais nas suas próprias conquistas pessoais. 

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