Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Parque Escolar - um roubo aos portugueses

Amarelos há muitos...

Ideias Políticas

2012-03-27 às 06h00

Francisco Mota

Nos últimos tempos Portugal e as famílias portuguesas têm sido asfixiados diariamente por um tema: crise e crise e mais crise.

O abismo a que nos trouxe o partido socialista, faz com que os agentes políticos de hoje sejam os mais corajosos na maneira como agarraram a causa nacional, assumindo os destinos do país de uma forma suprapartidária e com uma capacidade de olhar, olhos nos olhos os portugueses, sem rodeios e sem botox.

Contudo nestes últimos dias constatamos que afinal de contas a maior crise que Portugal atravessa, não é uma crise económica ou financeira, mas sim uma crise de valores e de prioridades.

É arrepiante a forma delével como o PS aborda a questão do Parque Escolar, aquilo que foi um roubo aos contribuintes portugueses. Foi uma bandeira do governo socratista, e não pondo em questão a importância da modernização da rede escolar, teve um desvaneio completo do seu governo.

Hoje temos boas estruturas educativas, mas seria necessário ou estratégico para uma melhor qualidade no ensino que as escolas fossem revestidas de material caríssimo? De que forma é que troneiras de porcelana nos WC, contribuí para a excelência dos nossos alunos? Ou então pedras vindas do Brasil para colocarem no exterior das escolas? O desvaneio foi tanto que importamos material em que existiam empresas de ponta em Portugal que produziam esse mesmo material.

Não podemos conceber que num momento em que o país e as famílias já passavam por grandes dificuldades, o PS andasse a brincar com os dinheiros públicos e que agora tente sacudir a água do capote. É inaceitável que o Tribunal de Contas tenha detectado despesas e pagamentos ilegais na ordem dos 270 e 250 milhões de euros, para além de confirmar uma derrapagem de 444% no custo das intervenções. Não podemos permitir que quem saqueou os portugueses saia impune desta situação, o actual governo deve e tem que procurar responsabilizar os responsáveis por esta gestão danosa do bem público.

Mais uma vez deparamo-nos que as manias megalómanas dos socialistas resultaram numa factura demasiado cara para todos nós pagarmos. Temos a obrigação de desmantelar a ideia de que são bons políticos aqueles que fazem grandes obras, pois se endividarmos o estado, que por sinal somos todos nós, para a concretização dos mega projectos, ou seja gastarmos mais do que aquilo que temos, a factura no futuro quem a paga são os portugueses, as famílias, as empresas, no fundo cada um de nós que assim fica refém de um empréstimo que em nada contribuiu para o adquirir.

Infelizmente, estamos inseridos numa sociedade que apenas aprende com os erros, esperamos que este seja um exemplo daquilo que não deve ser feito quando se assume os destinos cargos públicos. Por outro lada todo este processo deve ser investigado de uma forma transparente, de forma a esmiuçar ao máximo as razões que levaram ao caos na Parque Escolar.

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