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Parkinson – a doença do movimento

“Portanto, saibamos caminhar e …caminhemos!”

Parkinson – a doença do movimento

Voz à Saúde

2023-03-21 às 06h00

Joana Afonso Joana Afonso

A Doença de Parkinson é uma doença crónica que afeta o sistema motor, limitando os movimentos do corpo, levando a tremores, rigidez, lentificação, instabilidade da postura do corpo e alterações na capacidade da marcha. Surge quando as células de uma parte do cérebro morrem e quando os primeiros sintomas aparecem já cerca de 70 a 80% destas células foram perdidas, afetando o tónus muscular e os movimentos do corpo.
Estima-se que cerca de 20 mil portugueses sofram da doença, sendo que, em todo o mundo serão cerca de 7 a 10 milhões de pessoas. A prevalência aumenta com a idade, tornando-a rara antes dos 50 anos. É mais comum em homens quando comparado com mulheres.
O primeiro sinal da doença é, frequentemente, um tremor ligeiro numa mão, braço ou perna, que começa por ser visível quando a extremidade afetada está em repouso, podendo aumentar em momentos de maior tensão. Tem tendência a melhorar quando o doente mexe, de forma voluntária, essa extremidade e pode até desaparecer durante o sono. Com o avançar da doença o tremor agrava e pode afetar as extremidades dos dois lados do corpo. Pode chegar a atingir os músculos da face deixando a pessoa com uma expressão apagada. Nos casos mais extremos, o doente deixa de conseguir movimentar os músculos, podendo deixar de ser autónomo. Perturbações da saúde mental, como ansiedade ou depressão, bem como, alterações de memória são comuns nos doentes com Parkinson.
Tipicamente, um doente com Parkinson apresenta rigidez muscular, tremor e dificuldade em iniciar os movimentos, além da alteração da postura com inclinação da cabeça e tronco para a frente e do caminhar passando a andar com passos pequenos e arrastados.
A causa certa da doença ainda é desconhecida, sabe-se que alguns fatores poderão aumentar o risco: história familiar, exposição a pesticidas ou toxinas industriais e o próprio envelhecimento.
Da mesma forma, também não existe um exame específico que nos confirme o diagnóstico. Este vai basear-se na história clínica e num exame neurológico. Nesse sentido, em caso de suspeita da doença, não hesite em procurar o seu Médico Assistente, para que este proceda à avaliação. Para estabelecer o grau de evolução da doença utilizam-se escalas de severidade segundo um consenso internacional.
Atualmente, a doença ainda não tem cura, mas tem possibilidade de controlo. Diferentes classes de fármacos podem ter indicação nas diversas fases da Doença de Parkinson. A prática regular de exercício físico e o cumprimento de uma dieta equilibrada oferecem um maior controlo da doença e, consequentemente, uma maior qualidade de vida. Fisioterapia, Terapia da Fala e apoio psicológico poderão revelar-se cruciais na abordagem da doença.
Saiba que em Portugal foi formada a Associação Portuguesa de Doentes com Parkinson responsável pela defesa dos legítimos interesses destes doentes, bem como, pelo aconselhamento individual presencial, por telefone ou online através de pessoal especializado. Articula assistência domiciliária aos membros mais necessitados, promove encontros de associados de forma a aumentar a entreajuda e o convívio. Auxilia também os cuidadores destes doentes com a organização de cursos e disponibilização de informação acerca da Doença de Parkinson. Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

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