Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Palpitações Quando sente o bater do coração

Mundo rural e os BIORESÍDUOS, o caminho da sustentabilidade

Voz à Saúde

2018-05-01 às 06h00

Joana Afonso

No dia-a-dia, raramente damos conta da atividade do nosso coração, no entanto, há momentos em que temos a perceção, em geral desagradável, dos batimentos cardíacos, si-tuação a que damos o nome de Palpitações. Estas podem corresponder a batimentos mais fortes, rápidos, irregulares, ou mesmo a uma combinação destes.
Vários fatores podem cursar com o aparecimento de Palpitações. De destacar que, estas se podem associar a problemas cardíacos como sintoma de alteração do ritmo dos batimentos do coração (arritmia), à fase de recuperação de um enfarte agudo do miocárdio, em contexto de alterações dos vasos que levam o sangue ao coração e ainda, aos quadros de insuficiência cardíaca. No entanto, na maioria dos casos, são situações benignas que estão na base do aparecimento de Palpitações como: ansiedade, stress, medo, pânico ou emoções fortes, responsáveis por cerca de 30% dos episódios; excesso de atividade física; consumo de substâncias que contenham cafeína, nicotina ou álcool; consumo de drogas como cocaína ou anfetaminas; condições médicas como doenças da tiroide, diminuição dos níveis de açúcar ou oxigénio no sangue, anemia, tensão arterial baixa, febre e/ou desidratação; na mulher durante os períodos de menstruação, gravidez ou menopausa, em contexto de alterações hormonais; toma de fármacos, inclusivamente descongestionantes nasais, inaladores para controlo de doenças respiratórias, medicamentos que regulem a função tiroideia; toma desregrada de suplementos alimentares e/ou comprimidos para emagrecer.

Importa salientar que, não existe qualquer relação entre a frequência ou a intensidade das Palpitações e a gravidade clínica das mesmas, pelo que, podemos estar perante casos em que estas sejam benignas mas intensamente incomodativas, ou, por outro lado, que traduzam problemas de saúde graves, mas sejam praticamente impercetíveis. Desta forma, deverá consultar o seu Médico de Família sempre que os episódios sejam prolongados (durem mais que breves segundos), frequentes ou cursem com dor no peito, falta de ar, tonturas ou até perdas de consciência. Deverá, de igual modo, ser avaliado caso apresente antecedentes de doenças cardíacas, ou história familiar de casos de morte súbita, desmaios recorrentes ou distúrbios convulsivos que careçam de explicação.
De acordo com a contextualização do quadro de Palpitações o seu médico poderá ter a necessidade de solicitar a realização de exames complementares de diagnóstico.

O tratamento deverá ser individualizado de acordo com o agente causal das Palpitações, a sua intensidade, frequência e grau de interferência na qualidade de vida, sendo que, frequentemente, se resolvem de forma espontânea. Poderá estar indicado o recurso a métodos de relaxamento como a prática regular de yoga ou tai-chi, além da necessidade de evitar o consumo de álcool, tabaco, café ou drogas. Adicionalmente, poderá haver indicação para iniciar tratamento com fármacos mais dirigidos, ou mesmo ser referenciado a uma consulta hospitalar, que o seu Médico de Família saberá orientar.
Não hesite em procurar ajuda médica. Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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