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Os velhos problemas – a falta de civismo

Os amigos de Mariana (1ª parte)

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Os velhos problemas – a falta de civismo

Ideias

2021-09-01 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Depois de um interregno nas crónicas, regresso com um tema recorrente: a falta de civismo e respeito pelo outro relativa à recolha dos ecopontos, nomeadamente recolha dos resíduos de embalagens recicláveis.
Infelizmente, posso parecer repetitivo, mas nunca será demais abordar estas questões, na esperança de que mais pessoas alterem os seus comportamentos menos corretos e, outras que já não os pratiquem, consigam sensibilizar familiares, amigos, vizinhos e até desconhecidos.
Estes meses de Verão são sinónimo sempre de acréscimo de produção de resíduos na nossa área geográfica. Relembro que a Braval abrange os municípios de Braga, Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde, onde a população residente aumenta muito com a presença de milhares de emigrantes e turistas. Por esta razão, fazemos esforços acrescidos com horas extra, recolha aos fins-de-semana, limitação das férias dos colaboradores neste período, um turno extra durante a madrugada na Estação de Triagem de resíduos de embalagens, que passa assim a funcionar 24 horas. Ainda assim, há sempre cenários de ecopontos cheios ou com resíduos recicláveis ou, muitas vezes, indiferenciados ou de construção e demolição fora dos ecopontos.
Há anos que apelamos a que a população não coloque os resíduos fora dos ecopontos. Quando há resíduos recicláveis fora do ecoponto, como os mesmos são recolhidos com recurso a grua e sendo as viaturas altas, os colaboradores terão que, após a recolha, colocar os resíduos que estão fora, dentro do ecoponto, para que possam ser colocados dentro do camião, fazendo com que a recolha de um ecoponto demore muito mais tempo e atrasando a recolha dos restantes ecopontos.
Ao levar os resíduos ao ecoponto, caso este já se encontre cheio, pedimos sempre que haja sensibilidade para que se procure outro ecoponto próximo, ou que se aguarde mais um pouco até que a recolha seja efetuada. Há ecopontos que enchem com mais frequência: locais mais visíveis, de passagem ou de facilidade de estacionamento, outros ecopontos, na mesma zona, poderão estar vazios ou com mais capacidade, por serem mais “escondidos”. Poderão sempre, caso pretendam cooperar, ligar para o N.º verde 800220639, gratuito para o utente, e informar a necessidade de recolha.
Outro problema com que nos deparamos é a colocação de sacos de plástico cheios de garrafas de vidro nos ecopontos subterrâneos, ficando encravados no marco do ecoponto e aparentando que o mesmo está cheio sem o estar, para além de que o plástico é um contaminante, no ecoponto verde só deveriam ser depositadas embalagens de vidro, que seguem diretamente para a fábrica de reciclagem.
Noutros casos, estabelecimentos de restauração colocam sacos de vidro fora do ecoponto para não terem o “trabalho” de os despejar, obrigando os nossos colaboradores a colocar o vidro dentro do ecoponto, para que o possam recolher com a grua, perdendo tempo precioso para chegar a um maior número de ecopontos.
Outro problema é a deposição de resíduos orgânicos, animais, tudo o que possam e não possam imaginar, nos ecopontos! Ora, estes tipos de ações prejudicam não só os trabalhadores da Braval, como também todas as outras pessoas que tiveram o cuidado de separar corretamente os seus resíduos, na expetativa de estes serem encaminhados para reciclagem. Ora, a contaminação das embalagens por resíduos orgânicos inviabiliza a sua reciclagem.
Diz-se que os grandes culpados do que está mal no nosso país são o0s políticos, mas por vezes acabamos a fazer igual! Assumindo as nossas falhas também apelo:
Ajude-nos, ajudando-se!

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