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Os três ‘mosqueteiros’

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Os três ‘mosqueteiros’

Ideias

2019-11-02 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Estamos a referir-nos aos três novos e «singulares» deputados no parlamento, um trio de «caloiros» que vai engrossar o grande número de «flibusteiros» e «vendedores da banha da cobra» que têm como modo de vida «comer à custa do povo», encostados a uma partidocracia que há anos vem fazendo e desfazendo o que quer. Com reflexos bem perversos, diga-se, na vida de um país, de todo acomodado e conformado com as ideias malucas e os pensares ridículos de uns quantos que se têm como os mais inteligentes e «donos» da nação. Há dias, imagine-se, até no parlamento europeu se chegou a equiparar o nazismo com o comunismo, esquecendo-se realidades, guerras, mortandades, assasssinatos, filosofias e princípios, de certo modo equiparando-se Hitler, Mussolini, Estaline, Lenine e outros «ines», «oz» e «ovs» quando a realidade nos mostra que o mundo está cada vez mais maluco e que seus «donos» estão loucos de todo, parvos e com ideias estúpidas e extravagantes. Como os Trump, Putim, Boris Johnson, Erdogan, Balsonero, Torra, Moreno e outros, sendo de igual modo pouco saudável «ler» e «ouvir» os comentários dos nossos actuais «comentadores», «jornalistas», «painelistas», «politólogos» e «políticos», etc., muito felizes e contentes pelo avanço paritário num governo «recauchutado», onde se mantêm defeitos e incompetências e inexiste qualquer esperança de melhoria. Anotando-se o uso da «prata da casa» com a promoção de secretários e o recurso à “fruta laminada” do partido, a deputados, autarcas e «boys» em serviços afectos à governação, não se percebe bem por que motivo se fala em governo mais «paritário» e a satisfação face ao número de mulheres escolhidas. Ainda bem!... Mas deixem-se de xenofobia e de «palavrões» e falem antes em «igualitário», que etimologicamente implicando «igualdade», afasta qualquer possível evocação do concreto acto de «parir», natural, é certo, mas «odorando» a alguma xenofobia.
Se já há tempos manifestámos a nossa perplexidade pelo uso do «paritário» sem ninguém nos esclarecer, o certo é que ainda ninguém nos explicou bem quais as razões por que a «esquerda» é considerada melhor do que a «direita» e por que motivo se fala tanto em xenofobia acusando de tal os grupos e grupelhos da direita. Na verdade, sendo nós de «direita» a escrever e a pegar numa sachola, não vemos jeito nem melhoria em usar a «esquerda» em tais tarefas, que serão menos produtivas e perfeitas, pelo que, atento e assumindo as realidades, forçosamente temos de convir que a «esquerda» é que é estrutural e funcionalmente «xenófoba» em relação à «direita», de modo nenhum a suportando, não a querendo por perto e se possível até a banindo. Aliás para tal basta ter em atenção as palavras e reações ao partido «Chega» e ao «Iniciativa Liberal», agora com um «mosqueteiro» cada um, talvez tão bons flibusteiros e demagogos como outros parlamentares, sendo chocante a reacção do «democrata» Costa no dia das eleições, ao revelar-se xenófobo em relação ao A. Ventura, que tem o direito de ter as suas ideias e de ser eleito, goste-se ou não.
Claro que é grande a expectativa perante as intervenções do Cotrim e do Ventura, prevendo-se insultos, gritos e pateadas da «educada» e «democrata» esquerda, sendo uma incógnita as reações à representante do «Livre», avance-se ou não com prolongamento ou tempo de compensação, como será natural. Falando-se ainda do novo governo, tudo será como dantes haja ou não «Carnaval em Abrantes», como é uso dizer-se. Na verdade Céu Albuquerque, agora ministra da Agricultura, em 2013, sendo presidente da Câmara de Abrantes, por ajuste directo comprou 30 oliveiras por 63 mil euros a uma empresa da família do ex-secretário de Estado João Catarino. Mas se se haviam cruzado antes, já agora continuarão juntos pois o dito Catarino, ex-presidente da Câmara de Proença a Nova, irá para Secretário de Estado das Florestas!... Continuando-se a falar de secretários (são agora uns 50 !... ), o conhecido Galamba, Secretário da Energia, há uns tempos «atravessou-se» e «embrulhou-se» com um negócio do lítio em Montalegre e com uma empresa que se constituiu três dias (!) antes da celebração do contrato com um capital de 500 mil euros quando dizia, e se anunciava, um milhão. Enfim um assunto que estará em investigação no MP, com a envolvência “do secretário de Estado da Energia, o ministro do Ambiente e outro ex-governante do PS, e ainda o favorecimento da construtora Mota-Engil na gestão dos resíduos, envolvendo o ministério de Matos Fernandes”. Aliás um negócio tão polémico e com eco no programa da RTP «Sexta às 9» de S. Felgueiras, que a DI, Flor Pedroso, “uma prima por afinidade do primeiro ministro”, decidiu tirar-lhe o «pio». Isto após uma reportagem em que o ERSAR referira “ter sido pressionado pelo grupo Mota-Engil e pelo Ministério do Ambiente” (CM 20.10.19).
O que, diga-se, se irá agravar com um governo «sem familiares» mas com um grande «activo partidário» e as usuais técnicas e amizades. Um governo «caro» e «gordo» de 70 gabinetes ( além de Costa, 19 ministros e 50 secretários de Estado), que irá custar por ano uns «71 milhões de euros»(CM, 22.10.19), e naturalmente com um maior número de motoristas, mais apoios logísticos, secretárias, adjuntos, assessores, telefonistas, etc., etc., favorecendo o «encaixe» e «colocação» de muitos «boys» e «malta do aparelho», e o proliferar de róseos «negócios», «embrulhos», «brincadeiras» e «galambices». Aliás para ir para o governo e servir o Costa, «um quarto dos 108 deputados vai sair da Assembleia», de todo defraudando os seus eleitores, e quanto à diáspora, o país, Marcelo e Costa estão-se «marimbando» para as suas existência e importância. Só interessa que mandem para cá dinheiro, sendo chocante que antes da contagem dos seus votos se fechassem as eleições, se indigitasse o primeiro ministro e se diligienciasse por um novo governo, seus apoios e elementos. Mas tal só ocorre nesta ridícula democracia, onde até o famoso polígrafo é tido e «olhado» como um media endereçado e enviesado «para proteger o poder» (CM 20.10.19) . Alguém tem dúvidas ?!...

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