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Os sorrisos das loiras e... outras coisas mais

As f(r)ases do Covid 19

Os sorrisos das loiras e... outras coisas mais

Ideias

2020-10-16 às 06h00

Borges de Pinho Borges de Pinho

Como loiro que sempre fomos, nada temos contra tais “castas” de damas, sendo que nem sequer passamos o tempo com as “anedotas” das loiras, parafraseando e “espalhando a sua muito anotada e falada “burrice”. Não temos nada com isso, não “damos” para tal “peditório”, mas admitimos que há personagens que teimam em a mostrar, sucedendo no dia a dia casos e exemplos de loiras e morenas, diferentes, algumas vivenciando de um modo risível certas situações que não as dignificam.
Serão sempre, no entanto, fortuitas coincidências embora projetem no concreto emanações, posições, atos e frases que de algum modo deixam perceber um questionável grau de inteligência, sensatez, capacidade intelectual, saber, preparação técnica ou conhecimentos.

Aliás, a realidade da vida vem-nos mostrando a nula importância de uma qualquer afirmação segura, firme, incontestável e consistente sobre diferenças em género, sexo, valia, direitos e deveres, com efeito todas “acasaladas” num grau e numa igualdade que nada têm que ver com o uso ou não uso de calças, cor de cabelo ou pele, minudências na tez, origem étnica, religião, mística, ideologia política, posições e pensares mais insólitos e menos ortodoxos. Numa vivência de liberdade e de ser que nos envolve a todo o momento e nos obriga a “mergulhar”... e a aceitar e a amar, mesmo a contragosto. Porque tudo assenta no “carácter” e na “formação moral” das pessoas!...
Voltando às loiras e morenas, lá caímos nós no SNS onde duas senhoras loiras vêm arcando com as despesas do dito, e seus problemas, já “habituadas” a um “show off” diário e folclórico de reuniões, perguntas e questões, apresentando dados, emitindo opiniões, calando realidades, atirando e adiando promessas, alinhando números, seguindo pareceres, vivenciando experiências e “ditos” da Europa e OMS, sempre afivelando um sorriso e “colegando” com A e B dos media, a quem se “agradece” a questão e se “trata” pelo próprio nome num “excessivo” à vontade e num “tu cá tu lá” de familiaridade. Coisas e feitios, diga-se, de loiras e morenas com um inopinado, impre- visto e ainda inexplicado “despedimento” de uma morena por uma das loiras, que até era a chefe.

Com surpresa geral e pasmo da atingida, a quem Costa teria sentido a obrigação de dar explicações, falando demoradamente com ela aquando das novas posses. Não se conhecendo pessoal e profundamente todas as personagens envolvidas, temos todavia seguido de algum modo seus percursos profissionais e ouvido e registado os pequenos nadas e as pequenas facécias dos feitios, gostos e maneiras de ser. Registando-se, diga-se, as mais valias e seriedade denotadas pela morena, cujo pai nos acompanhou nos bancos da universidade, não só nos focamos no seu ar responsável e sério de militante algarvia e do PS, na sua passagem pública pela política parlamentar e na defesa do SNS, mas ainda na sua presença, rigor e segurança no contacto com o público, ainda que sem os sorrisos do “pessoal loiro”, aliás de todo dispensável.

Segundo se diz, a origem do despedimento teria sido uma questão de incompatibilidade de feitios com a chefe, mas arriscamos a alvitrar antes um qualquer problema de números, gastos e contas, de verdades e menos verdades, já que não se desconhece que a ministra da saúde não é médica mas apenas formada em direito, e não foi para a magistratura como os seus maiores queriam porque … tal não calhou e eram mais fortes suas apetências e sonhos pessoais para outras e mais esplendorosas zonas. Tornou-se perita na administração em saúde pública (dizem), será amiga do famoso George (ex-DGS, ora na Cruz Vermelha – diz ele), terá passado por outros serviços entre os quais o Hospital de Aveiro e alimentado algumas questões e polémicas ao longo do tempo, recordando-se “guerras” com os enfermeiros, a sua bastonária, médicos, hospitais privados e até se “enganado” nos números que referia e apontava como corretos. Feitios... e posições, dizendo-se que “é má general” (…) fala muito e depressa, mas não diz nada” e que ainda se mantém no comando porque “«no meio da batalha não se mudam os generais, travam-se as batalhas»”, como disse o nosso primeiro Costa (CM, Tomaz Albuquerque, 29.9.20).

E a verdade é que lá tem levado a água ao seu moinho, mais conversa mais ou sorriso a menos, ainda que não se possam esquecer as suas posições, atitudes e palavras quanto ao ocorrido nos lares, os casos de Vila Real, de Resende, de Reguengos , de Lisboa e Vale do Tejo, do Lar do Comércio, os atritos com certas autarquias e presidentes, como Espinho, Gaia, Porto, Aveiro e outros, muitos silêncios e inações, os desacordos com os números, a demora com a decisão sobre a Festa do Avante, as irritações do Costa e do Presidente da AR, os problemas com os testes, os hospitais privados, etc., e as “menos verdades” do que se vai dizendo e as “mentiras” mostradas no “Polígrafo” do Bernardo.

E sobretudo toda uma insegurança e atraso nas decisões, levando a pensar-se que se vem trabalhando e decidindo às “apalpadelas” e conforme os “sussurros” do Costa, de que será um exemplo a demora havida com as regras para a festa do PCP, a quem não se podia irritar já que havia um orçamento a aprovar.
Um SNS que lá deu conta do recado graças sobretudo à boa vontade, ao esforço, ao trabalho, muito sacrifício e dedicação das “tropas da linha da frente”, apesar dos fracos generais que vêm tendo ao comando, que se atrapalham nas explicações, nas escolhas do material, em indecisões, se atrasam nos estudos, com o uso ou não de máscaras, com a criação de outras medidas de prevenção, sempre “metendo os pés pelas mãos” e à espera de ver o que se faz lá fora. E do que pensa e diz o nosso primeiro, tenha ou não razão, e sussurre o homem dos afetos e dos testes de covid, cujos números já devem ser astronómicos, crê-se.

A senhora, também loira, que vem aparecendo e sorrindo com um ar simpático e risonho de uma avózinha a fazer um tricot para os netos, lá vai participando nas respostas às questões que lhe são postas, mas a verdade é que vem deixando perceber todo um natural cansaço, aliás perturbador, e gritante falta de clareza nas explicações, tudo a sugerir a maior urgência na sua saída da frente do combate e a pedir todo um maior sossego. Até porque nunca foi muito forte nos números e problemas do Palma Fernandes, como teve a coragem de o confessar. Mas tudo não é de modo nenhum um mero problema de loiras, feitios e de coisas da vida.
Neste período louco de uma pandemia que teima em persistir, em crescer, cada vez mais problemática dado os muitos surtos e as muitas infeções nos hospitais e nos serviços de saúde e lares, há que tocar a reunir, falar com os comandos e ter a coragem de tomar decisões e de mudar de trajetória. Olhando sempre em frente, pondo de lado cores, filiados, amigos e quejandos e... avançando sem “paninhos quentes”.

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