Correio do Minho

Braga, sexta-feira

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Os portugueses e a Satisfação com a Vida

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

Ideias

2016-06-10 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

Publicou recentemente a OCDE o índice de satisfação com a vida dos países que integram esta organização internacional. Ora, Portugal ocupa o último lugar do ranking.
O índice compara os diversos países com base em 11 variáveis, medidas tendo em conta as perceções dos inquiridos: rendimento, habitação, emprego, comunidade, educação, meio ambiente, envolvimento cívico, saúde, satisfação com a vida no país, o balanço entre a vida pessoal e o trabalho.

Portugal ocupa o último lugar do ranking, enquanto na Europa a Suíça e os países do norte ocupam os lugares mais elevados.
Regra geral, pode concluir-se que os índices são mais altos em países que têm altos níveis de empregabilidade e estão bem de saúde. Por outras palavras, um bom emprego e boa saúde são fatores determinantes para a satisfação com a vida.

Mas, porque é que os portugueses se sentem infelizes? Segundo alguns, a explicação deve ir buscar-se à história, à inquisição e ao ambiente concentracionário do Estado Novo. Haverá razões históricas para a infelicidade lusitana. O fado e a literatura estão cheios de referências a “esse engano de alma ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito” de que fala o poeta. Entendo isto como uma doença, esta de converter um estado de alma em autoflagelação.

Mas os portugueses andam hoje muito mais tristes e sentem-se mais infelizes porque lhes disseram que viviam acima das suas possibilidades e que tinham que empobrecer e pagarem as dívidas que não contraíram. Disseram-lhes também que o país onde vivem não tem futuro e que deviam emigrar. E mesmo agora que as coisas mudaram um pouco e nos querem transmitir otimismo, se lermos os jornais, ou vermos televisão os jornalistas e comentadores querem-nos convencer que vem aí uma catástrofe.

É necessário ter uma atitude positiva perante a vida. Estudos recentes de Economia da Felicidade veem demonstrando que embora algumas variáveis sejam calculadas com base em perceções, isto é, em dados subjetivos é possível medir com rigor o grau de satisfação. Além disso que embora haja uma correlação positiva entre a subida do rendimento individual e a felicidade, a partir de determinado nível a eficácia da riqueza como geradora de bem-estar diminui muito.

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