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Os novos desafios societais e a estabilização económica

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Os novos desafios societais e a estabilização económica

Escreve quem sabe

2020-06-07 às 06h00

Manuel Barros Manuel Barros

Omundo mudou. A “nova normalidade” e o atual quadro de crescente incerteza, está a impor o desenvolvimento de uma cidadania diferente e de uma nova estrutura societal. Uma cidadania centrada na capacidade para responder às necessidades concretas das pessoas e a salvaguardar as empresas, que sustentam do setor produtivo e o funcionamento da economia. Uma estrutura societal estimuladora de novas competências que pressupõe uma organização social inclusiva, inovadora, reflexiva e mais exigente para todas as gerações, na nova abordagem dos desafios sociais, decorrentes das dinâmicas aceleradas pela pandemia.
Transformação que está a causar um impacto muito forte nas famílias, no emprego, nas dinâmicas ocupacionais e na capacidade de resposta dos empregadores. Uma nova realidade que consubstancia um desafio gigantesco, que pressupõe a mobilização e a conjugação incondicional de vontades dos atores públicos e do setor empresarial, através do envolvimento das suas instituições representativas. Envolvimento reinventado pela dinâmica de um ecossistema empreendedor e inovador, que começa a despontar no sistema de ensino superior, e que já está a influenciar esta mudança de paradigma de desenvolvimento.
Desafios societais e problemas novos e muito concretos, que exigem respostas imediatas e de natureza muito prática, mas de profunda dimensão estratégica no contexto da construção de modelos de desenvolvimento sustentáveis. Estando a sua relevância e complexidade a induzir a necessidade de criação de mecanismos e de conhecimento, assente numa maior cooperação das instituições de ensino superior e investigação, com a sociedade e com os agentes económicos. Uma Interação focada na capacidade dos diversos atores locais e regionais, muito direcionada para as necessidades reais do setor produtivo e para o envolvimento das suas redes de investigação e desenvolvimento (I&D), e da participação mais efetiva de novas gerações de empreendedores.
Dinâmicas renovadas e centrados na valorização do impacto social e económico, no sentido de responder de forma mais eficaz, ao complexo processo de inovação e desenvolvimento. Sendo necessário encontrar os melhores modelos, para colocar o conhecimento e a tecnologia ao lado da sociedade e das empresas, das instituições públicas e da economia social. Num esforço concertado de um espetro institucional cada vez mais alargado, para promover a fixação de população e de quadros qualificados nos territórios em depressão, para dinamizar a economia e proteger o emprego. Onde as exigências são cada vez maiores e a ajuda dos municípios e das instituições locais e regionais, se manifesta fundamental para ser assegurada uma nova coesão social e territorial.
O desafio de aceleração da mudança dos seus modelos produtivos é muito exigente, em todo território. Mas as regiões periféricas enfrentam dificuldades muito grandes, estando a investir muito para encontrar modelos económicos inovadores, a reequacionar cenários de desenvolvimento e a potenciar a sua capacidade para atrair e fixar novas gerações e recursos humanos mais qualificados. Sendo a densidade populacional destes territórios sustentada pela existência de micro e pequenas empresas, de serviços de apoio ao consumo, na restauração, no vestuário, nos serviços de proximidade, nas pequenas unidades agroindustriais, em contraponto a um número significativo de agentes empregadores no sector de apoio social e nos organismos públicos de pequena dimensão.
Estes desafios sociais e societais pressupõem medidas de apoio conjuntural e de emergência, tal como estão a ser anunciados apoiados pelo Governo, através da implementação d plano de estabilização económica e social.
Mas, exigem a médio e longo prazo, a implementação de novas ações estratégicas e medidas de política pública no setor social e em relação aos modelos de organização empresarial, para responder à atual crise social e à profunda depressão económica, decorrente da pandemia COVID 19, que começam a dar sinais muito preocupantes ao nível da estrutura social, económica e produtiva.

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