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Os êxitos económicos de Portugal

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Ideias

2011-05-23 às 06h00

Joaquim da Silva Gomes Joaquim da Silva Gomes

A crise económica que Portugal atravessa tem originado muitos comentários, uma grande parte deles em tom negativo e pessi-mista para o nosso país.
Apesar de o país estar a passar momentos económicos difíceis, houve já muitas alturas em demonstrou uma pujança econó-mica que causou admiração na Europa e no mundo. Vou lembrar alguns, a título exemplificativo, desses momentos:

- Em 1169, D. Afonso Henriques foi preso em Badajoz. Para que fosse libertado, o rei de Portugal teve que entregar ao rei D. Fernando, de Espanha, três mil quilos de ouro. Para carregar tanto ouro foram necessários 20 cavalos e 15 azêmolas!;

- O rei D. Dinis conseguiu uma prosperidade económica de grande admiração, facto que lhe permitiu criar obras públicas em todo o país, nomeadamente dezenas de castelos, torres, paços, muralhas e várias fortalezas. Muitas destas obras ainda existem na actualidade e só para as recuperar, é necessário muitas vezes recorrer aos fundos da União Europeia;

- O rei D. Fernando herdou do seu pai (D. Pedro I) uma verdadeira fortuna: só na torre do Castelo de Lisboa estavam guardadas 800 mil peças de ouro e 400 mil marcos de prata. Anualmente o rei recebia, dos seus direitos reais, 800 mil libras;

- No auge dos descobrimentos portugueses (inícios do séc. XVI) o nosso país recebia cerca de 200 milhões de reais por ano!

- A pujança económica do nosso país permitiu que o rei D. João III comprasse aos espanhóis as ilhas Molucas, pela quantia de 350 000 cruzados!;

- Um dos expoentes máximos da riqueza económica portuguesa foi dado com a construção do convento de Mafra. Em 1730 foram apresentados alguns nú-meros desta imponente obra, dos quais se destacam 120 milhões de cruzados gastos, repartidos por cerca de 95 toneladas de ouro, 5 toneladas de prata e 230 toneladas de cobre. Só para garantir a segurança desta obra estavam 7 mil guardas!;

- Em 1747 chegaram ao rio Tejo três navios que traziam a capela de S. João Baptista, mandada construir em Roma pelo rei D. João V. Custou 225 mil libras. Na época, só a capela Sistina, em Roma, ultrapassava na imponência;

- Em 1804 Portugal pagou à França a quantia de 16 milhões de francos, com o objectivo de não ser invadido pelos franceses;

- Depois de anos de grande cri-se económica, o presidente do Ministério e ministro das Finan-ças, Afonso Costa, apresentou em 1912 e 1913 resultados verdadeiramente surpreendentes: o Orçamento Geral do Estado conseguiu um “superavit” de 6660 mil réis! Estes foram resultados que se deveram à diminuição das despesas e aumento das receitas, cuja célebre “lei-travão” foi o expoente máximo;

- Em 1929 foi a vez de Oliveira Salazar conseguir resultados surpreendentes nas contas públicas portuguesas, conseguindo de “superavit” 300 mil contos!

Numa altura em que na Europa decorria a Segunda Guerra Mundial, Portugal conseguiu resultados verdadeiramente extraordinários, com taxas de crescimento de 2,5%, em plena guerra. Em 1939 Portugal tinha em stocks de ouro e divisas o valor de 1,7 milhões de contos e, passados seis ano, esse valor aumentou para 18 milhões de contos! Para além disso, o nosso país tinha ainda 19 milhões de contos em reservas cambiais, tendo ainda 14 milhões de contos como saldos na balança de pagamentos.

Não podemos deixar-nos avassalar na situação em que vivemos, mas individualmente dar o nosso contributo para o bem colectivo do país. Devemos começar a olhar para os exemplos do passado e não cruzar os braços no futuro à espera que outros resolvam os nossos problemas.

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