Correio do Minho

Braga, sábado

Orçamento Participativo de Portugal 2018 envolve bibliotecas públicas

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Voz às Bibliotecas

2018-06-21 às 06h00

Carla Araújo

Na minha crónica de outubro último, onde enfatizei o facto de três importantes temas: o Norte, a Cultura e as Bibliotecas terem merecido especial destaque na 1.ª edição do Orçamento Participativo de Portugal, terminei com a seguinte frase “Aguardemos todos pelo próximo Orçamento Participativo de Portugal e, já agora, mobilizemo-nos todos para participar, seja pela apresentação de projetos, seja pela votação nos mesmos”. Ora, é novamente ocasião para voltar a este tema. Nesta 2.ª edição do OPP, a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas foi desafiada a desempenhar o papel de dinamizador e potenciador do programa, mais concretamente, através do envolvimento ativo das bibliotecas públicas e municipais espalhadas por todo o país. Pelo facto do Orçamento Participativo de Portugal se afirmar como um processo democrático, direto e universal, não houve dúvida de que as bibliotecas públicas e municipais, pela missão que lhes está subjacente, seriam as melhores e mais eficazes parceiras.

Logo durante a fase de apresentação de propostas ao OPP, não obstante a apresentação das mesmas ser feita online, foi muito importante para a mobilização, acolhimento e orientação de todas as pessoas interessadas a existência de uma rede física, espalhada por todo o território nacional, de locais onde os cidadãos se puderam dirigir, obter informação e até mesmo registar a sua proposta. As bibliotecas públicas e municipais, pela ligação às pessoas e às dinâmicas territoriais, posicionam-se como a rede mais adequada para acolher e apoiar quem queira submeter as suas propostas. Foi assim mesmo que a Agência para a Modernização Administrativa, IP e a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas se referiu na carta que enviou às direções das bibliotecas. Agora, e dado que iniciou, no passado dia 11 de junho, a fase de votação das 693 propostas aceites pelo OPP, e que a mesma decorre até ao próximo dia 30 de setembro, volta a ser importante e decisiva a afirmação das bibliotecas públicas como espaços de exercício de cidadania e, simultaneamente, de oportunidade para uma maior visibilidade dos serviços prestados. O slogan do Orçamento Participativo de Portugal diz, e muito bem, “A decisão é minha, o país é de todos”. Recupero, assim, a frase com que iniciei a presente crónica e adapto-a para a seguinte: “Agora que decorre mais um Orçamento Participativo de Portugal mobilizemo-nos todos para participar na votação e seleção dos projetos.”

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.