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Olá Maria!

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Olá Maria!

Ideias

2018-12-03 às 06h00

Carlos Pires Carlos Pires

Não há quem não conheça a Maria Cerqueira Gomes. A responsabilidade é do Porto Canal, um canal generalista, dedicado a todo o território português, mas sediado a norte do país, no Porto. Com o início das emissões, em 2006, um dos rostos mais populares do Porto Canal foi ao longo dos últimos anos, sem dúvida, a Maria Cerqueira Gomes. Portuense, “Fozeira”, como faz questão de veicular, com inegável dom de comunicação, simpatia e beleza, a Maria rapidamente conquistou uma vasta legião de fãs.

A Maria tem sido nas últimas semanas alvo de grande atenção pelos “média”, por uma simples razão: é a nova contratação da TVI para coapresentar, com o Manuel Luis Goucha, o programa das manhãs desta estação de televisão. Estou certo que o leitor desta crónica já está familiarizado com o tema. Por isso a presente crónica pretende ir um pouco mais longe, revelando um pouco mais da importância deste assunto, quer no que concerne ao segredo do sucesso, nos dias de hoje, quer ainda no que respeita ao facto de haver à margem da capital trabalho e gentes de qualidade.
Sinto-me especialmente habilitado para vos falar da Maria, porquanto tive o privilégio de participar no último programa que esta protagonizou no Porto Canal, o “Olá Maria”, um programa diário, em direto, com emissão ao final da tarde (das 17:30h ás 19:00h). Desde Setembro de 2016 que, todas as quintas feiras, apresento com a Maria duas rúbricas: “Cinema” e “Atualidade”, esta última, desde Janeiro do presente ano, com a colaboração ainda do inestimável Padre Almiro.

Tem sido uma experiência muito enriquecedora. Devo-o sobretudo à Maria. Em primeiro lugar pela simpatia e simplicidade, pela forma como acolhe tão bem todas as pessoas, sem distinção, pela forma como coloca à vontade quem com ela lida, sobretudo aqueles que pela primeira vez sentem o nervosismo da gravação em direto de um programa televisivo. A Maria sempre faz os seus convidados sentirem-se acarinhados e escutados. Uma mulher de sorriso aberto e franco, de gargalhada fácil, mas que também se emociona e chora se assim tem de ser. Apresentar um programa diário, em direto, e “sem almofada”, acreditem, não será nada fácil, sobretudo atenta a diversidade de temas e de áreas (desde a culinária à psicologia, da beleza às atividades radicais, da puericultura às tecnologias de informação) abordados no “Olá Maria”. Não há tempo para tristezas ou impreparações. E a Maria sempre o fez de forma magistral. Com coragem e bravura. Com a boa disposição e a naturalidade que a caracterizam, tocando o coração de cada um dos seus fiéis espetadores.
Registo ainda o bom ambiente de trabalho que a Maria promove, quer com os elementos da (excelente) equipa de produção (para o leitor que já viu o programa, certamente apreciou e riu com as picardias entre a Maria e o Luís Ribeiro), quer ainda com os restantes prestadores de serviços junto do Porto Canal, desde a “Sáfira”, responsável pela limpeza, até às meninas da maquilhagem. Todos gostam da Maria. Todos têm prazer em trabalharem diariamente com ela.

Por último, e porque este espaço de opinião não se pode alongar mais, realço o que é transversal na Maria na relação com todos, desde colegas de trabalho, ao público, aos amigos. A Maria é uma pessoa muito genuína, sem máscaras, com um estilo próprio e natural que é o dela, mas que é o dela em frente e por trás das câmaras. Não há artificialismos na Maria, podem acreditar. A Maria, a nossa Maria, tão talentosa quanto espontânea e autêntica.
Pergunto-me: porque é que só agora um dos maiores canais da televisão nacional veio resgatar a Maria, para poder brilhar num palco maior, tão merecido? Sintomático deste divórcio que as gentes de Lisboa insistem em fazer com valores da província. Bem-haja Manuel Luis Goucha, bem-haja TVI. A vossa aposta vai revelar-se uma aposta segura, estou certo. E que sirva de exemplo para outros, em várias áreas e setores.
Não se trata pois de um “Adeus Maria”. Sei que a nossa amizade permanecerá e, como amigo, só posso ficar muito feliz com esta sua nova etapa profissional, apesar das saudades que irei sentir. Por outro lado, e para um maior número de portugueses, será um novo “Olá”, um olá a esta Maria, virtuosa, mulher de atitude e formosa.

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