Correio do Minho

Braga, sábado

Obrigado, Pedro Passos Coelho

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Ideias Políticas

2018-02-20 às 06h00

Hugo Soares

Num regime democrático, não há nada mais normal do que as mudanças de ciclos políticos, seja no País seja na vida interna dos partidos. Nesses processos, onde muitos veem trauma, susto e tumulto, eu vejo o curso natural das coisas. Sempre o disse. As mudanças podem ser mais ou menos justas, mais disruptivas ou suaves, mais do nosso agrado ou menos, podem até ser para melhor ou para pior... Desde que se baseiem em processos legítimos e democráticos, elas só podem ser encaradas e assumidas com naturalidade. Faz parte da vida, mormente da vida política.
Neste fim-de-semana, o Partido Social Democrata viveu, no seu 37.º Congresso, uma dessas mudanças de ciclo. Foi um congresso vivo, diverso, em certos momentos intenso, onde quem quis, julgo, teve a oportunidade de expressar as suas ideias, as suas opiniões e as suas expetativas para o futuro do partido e, mais importante, para o futuro do País. A esse título, foi, como não podia deixar de ser, um congresso com o pluralismo, a diversidade e a liberdade que só encontramos mesmo num grande partido como o PSD. Unanimismos e adesões acéfalas são coisas que, de facto, nunca vingaram no partido fundado por Francisco Sá Carneiro. Ainda bem que assim continua a ser.

Sobre o Congresso e a nova liderança do PSD que dele emanou, penso que já disse tudo o que queria dizer nestes últimos dias, e agora mais importante do que as palavras é a ação, o combate que temos pela frente. Quero, antes, aproveitar este espaço para reforçar algo que também já disse mas que nunca será de mais repetir: o meu muito obrigado a Pedro Passos Coelho!
A expressão da minha gratidão estende-se muito para além da figura do grande político que liderou o partido ao longo de uns intensos oito anos. Ela vai principalmente para a figura de um estadista ímpar da democracia portuguesa, que conseguiu levantar e salvar o País de uma das maiores crises financeira, económica e social da sua história recente. Sei bem que ainda não há o distanciamento histórico necessário para que todos o reconheçam.

Sei melhor ainda que alguns nunca terão a humildade política e a necessária abertura ideológica para o reconhecer. Mas para políticos como Passos Coelho, que nunca se preocuparam excessivamente com o imediato ou com o aplauso fácil, isso não será decerto um problema. Porque quando se tem uma missão e um rumo, como ele teve, os olhos estão sempre postos no futuro. E quando se acredita no que se está a fazer, como ele acreditou, agradar a tudo e a todos deixa de ser importante, mesmo que isso implique a incompreensão - ou a fúria - dos que veem ameaçados os seus privilégios injustificados ou interesses instalados.
Pedro Passos Coelho fez o que tinha que fazer e o País reconheceu-lhe a coragem e premiou-lhe o mérito, concedendo-lhe duas vitórias legislativas consecutivas. Quando todos diziam que o País iria sair perdedor do mais duro processo de ajustamento de que há memória, Portugal venceu. Quando todos diziam que Pedro Passos Coelho ia sair derrotado após a sua governação, foi a vez de o PSD vencer.

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