Correio do Minho

Braga, terça-feira

Objetos cortantes nos ecopontos

Dar banho às virgens

Ideias

2014-06-11 às 06h00

Pedro Machado

Para um bom funcionamento da vida em sociedade, o contributo de cada um torna-se fundamental para a construção de um futuro melhor.

A separação dos resíduos é uma questão de cidadania e civismo, sabendo que para colher é preciso cultivar.

Um dos fatores que aponta um país como desenvolvido é o civismo dos seus habitantes.
Senão vejamos: os países mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida são os países nórdicos. Nesses países assiste-se a um grande civismo da população, a um cumprimento das regras instituídas como sendo o comportamento normal.

O que será preciso acontecer para que se verifiquem estas atitudes em Portugal? Como poderemos querer um Portugal mais desenvolvido se continuamos a assistir a situações incríveis de falta de civismo e respeito pelo outro?

A Braval assumiu o compromisso de valorizar os resíduos urbanos que, cada vez mais, são vistos como um recurso e não como lixo. Para tal, é necessária a colaboração de todos os cidadãos que conscientemente colocam nos ecopontos vidro, papel, cartão, embalagens e pilhas.

Após a recolha nos ecopontos, os resíduos são transportados para a Estação de Triagem, onde vários colaboradores se encarregam de separar manualmente os resíduos.

É um trabalho exigente mas imprescindível para que o material seja enviado para reciclar. É necessário separar os vários tipos de plásticos e de papel, pois são materiais diferentes entre si, vão servir para fazer novos produtos também diferentes e, serão enviados para locais diversos, como tal, têm de ser totalmente separados.

É responsabilidade de todos facilitar este trabalho, colocando nos ecopontos apenas o material aconselhado.

Os cidadãos muitas vezes não pensam que há outras pessoas a mexer naquilo que deitaram fora, no entanto, é importante ter isto em mente para que não se coloque em risco a saúde das pessoas. Há que respeitar as regras de deposição nos ecopontos.

Para além de outro tipo de resíduos não valorizáveis, infelizmente, por vezes, há alguns acidentes de trabalho na triagem da Braval, por exemplo, com agulhas, seringas ou outros materiais cortantes, incorrectamente colocados nos ecopontos. Como é de conhecimento geral, são várias as doenças que podem ser transmitidas através da picada com agulha, de realçar a hepatite B e o VIH. Desnecessariamente, com este comportamento, coloca-se em perigo a saúde dos trabalhadores. Nas farmácias, existem pontos de recolha gratuitos para as agulhas e seringas, onde posteriormente são encaminhadas e tratadas com segurança.

Vamos ser conscientes e respeitar quem está a trabalhar em prol da saúde pública e do ambiente, colocando nos ecopontos, apenas e só, o material aconselhado.
Há um provérbio bem conhecido resume a questão: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti!”. Há que ter esta consciência e respeitar o trabalho de todos.


* Diretor Geral Executivo da Braval S.A.
(Este texto foi escrito ao abrigo
do novo Acordo Ortográfico)

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