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Braga, quarta-feira

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O valor das pessoas (2.ª parte)

A vida é um diálogo entre fronteiras

O valor das pessoas (2.ª parte)

Escreve quem sabe

2019-12-06 às 06h00

Jorge Dinis Oliveira Jorge Dinis Oliveira

Todos, portugueses, americanos ou chineses, temos família, passatempos e sonhos. Quando nos envolvemos e nos revemos no nosso colega de equipa, mesmo a milhares de quilómetros de distância, o nosso desempenho melhora. Foi esta uma das ideias passadas por Miguel Madeira, psicólogo, na 2ª edição das BNI Best Talks.
As pessoas são o centro das organizações e também a causa do seu sucesso. Esta ideia é partilhada pelas pessoas e entidades envolvidas na organização da 2ª edição das BNI Best Talks.
A Associação Comercial de Braga, tal como o BNI, são organizações que compreendem que a sua força vem do grupo, da complementaridade e que, em conjunto, quem as constitui consegue muito mais.
Esta 2ª edição teve como participantes Miguel Madeira, psicólogo especialista em gestão de recursos humanos, João Abel Dias empreendedor na área das óticas e Alexandre Mendes, psicólogo e especialista em ecossistemas empreendedores.

Miguel Madeira com uma forte experiência em vendas, marketing e mais recentemente em recursos humanos, trabalhou em multinacionais da China a Portugal. De toda a sua intervenção retive algo particularmente interessante. Mesmo trabalhando remotamente, há multinacionais que promovem o encontro presencial entre as equipas. Perceberam que quando as pessoas se conhecem pessoalmente, se reconhecem, encontram semelhanças, partilham problemas, objetivos e soluções.
João Abel Dias iniciou a sua atividade profissional como gerente de uma ótica e é atualmente fundador de uma rede de cinco. Este crescimento surge de uma grande resiliência pessoal, perseverança, coragem, vontade de querer mais mas também pela capacidade de criar, em cada ótica, equipas de elevado desempenho, motivadas, com autonomia e capacidade para vender. Quanto mais distante se torna a gestão, maior a necessidade em confiar e delegar.

Confesso que estava especialmente interessado em ouvir o Alexandre Mendes, psicólogo com um conhecimento profundo sobre ecossistemas empreendedores, em particular o de Braga. Da sua intervenção, que se focou muito na nossa capacidade em aprender, destaco as seguintes ideias: Devemos aprender a aprender, ser críticos e consumir informação de qualidade.
As organizações que queiram existir no futuro devem compreender que o conjunto vale muito mais que a simples soma das partes, devem criar equipas que se identifiquem com o projeto e se identifiquem uns com os outros, devem gerar confiança e responsabilização.

Só as pessoas são capazes de ter ideias, mas as máquinas podem ser vitais à sua implementação; só as pessoas são capazes de compreender sentimentos complexos e interpretar expressões faciais e movimentos corporais, mas as máquinas são indispensáveis ao processamento de grandes quantidades de dados. As organizações que compreendem que as pessoas são indispensáveis e que as máquinas são ferramentas de melhoria de desempenho, permanecerão dinâmicas e inovadoras no futuro.
“Venham as máquinas, venham os algoritmos que, no futuro, como no passado e no presente, o valor das organizações estará nas pessoas.”

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