Correio do Minho

Braga,

O Sabão da Avó! Na escola!

Escrever e falar bem Português: Um item complicado

Voz às Escolas

2011-05-09 às 06h00

Maria da Graça Moura

Mesmo correndo o risco de me repetir, parece-me importante dizê-lo - este é um espaço privilegiado para divulgação das excelentes práticas das nossas escolas. É fantástica a energia que brota diariamente, o entusiasmo que, apesar do contexto que nos empurra para o desânimo, se manifesta nas vivências das organizações educativas, vindos dos diferentes atores. Todos criam, inventam, fazem! É o fervilhar alegre das atividades fundamentais para o crescimento saudável! Os muros não são reais, as comunidades devem saber que o futuro se faz, minuto a minuto, ali mesmo, na escola!

Formar cidadãos livres, com espírito crítico e de iniciativa, sabedores das ameaças a diferentes escalas, sabedores das doenças a que o planeta se expõe pela mão do Homem, é um lema!
Assim florescem os projetos, uns mais abrangentes do que outros, mas todos com as mesmas ambições! “O sabão da avó na escola” está na moda na André Soares! Reutilizando!

Depois de fritar onde depositamos o óleo usado? Os prejuízos que causa à natureza o seu errado encaminhamento são de tal forma elevados que é urgente sensibilizar, educar, ensinar a colocar esses resíduos em locais e destinos próprios.

A técnica mais eficiente é ensinar motivando os alunos para a sua reutilização!
A Braval desenvolveu uma campanha de distribuição de oleões, tendo muitos professores, funcionários e alunos do Agrupamento André Soares iniciado um processo de recolha de óleo usado.

Foi assim numa primeira fase! Mas a escola é um espaço de criatividade constante, de um querer sempre mais! E por isso, um grupo de professores iniciou uma aventura - fazer sabão! O empenho, a vontade, o entusiasmo cresceu tanto que os alunos do 2º ciclo produzem o sabão que todos utilizam na escola!

A curiosidade e a vontade dos alunos em participar fizeram com que nascesse o projeto “O sabão da avó na escola”. Esta está mais alegre, mais dinâmica!

E como fazem os nossos alunos o sabão? Aqui se transcreve, por palavras de um grupo de participantes, esta experiência: “Seis alunos e duas professoras seguiram para o Laboratório de Ciências da Natureza para realizar a atividade. Já dentro do laboratório, equipámo-nos com luvas, aventais, manguitos, máscaras e, alguns alunos, com óculos. Começámos por pesar o hidróxido de sódio e medir a quantidade de água.

De seguida, deitámos a água a ferver num recipiente e adicionámos o hidróxido de sódio. Mexemos esta pasta ao mesmo tempo que se acrescentava o óleo usado. Mexemos a mistura durante meia hora, adicionámos corante e continuámos a mexer mais cinco minutos. Finalmente, deitámos a “massa do sabão” nas forminhas e arrumámos todo o material utilizado. Foi uma atividade interessante, motivadora e inovadora.” Estas e outras atividades podem ser acompanhadas em http://sabaodaavo.blogspot.com/.

Este projeto está a concorrer ao Prémio Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho, que, após uma 1ª fase, de 701 a concurso, ficou entre os 351 financiados para desenvolvimento.
Tem, como principais objectivos, sensibilizar os alunos para atitudes que contribuam para a sustentabilidade do planeta; desenvolver hábitos de higiene e saúde; sensibilizar a comunidade educativa para a recolha de óleos usados, com vista à sua reutilização e reciclagem; motivar os alunos para a aprendizagem de processos artesanais de fabrico de sabão, no sentido de desenvolver capacidades empreendedoras, estéticas e artísticas e recuperar a tradição bracarense no domínio da produção de Sabão.

A saboaria Confiança, em Braga, foi a primeira fábrica portuguesa a produzir sabão artesanal e tem mais de 100 anos de existência. Daí a importância de preservarmos, valorizarmos e promovermos este património cultural local.

Algumas parcerias já foram estabelecidas, nomeadamente, com a Bordainveste - Fábrica de Bordados, Póvoa de Lanhoso, no corte a laser das cartolinas para a embalagem de alguns produtos, e o Projecto Educação para a Saúde, na promoção de hábitos de higiene e da saúde ambiental. No entanto, a criação de outras parcerias no âmbito da divulgação do projeto estão em curso.

Ninguém tem dúvidas! A melhor forma de aprender é fazendo!

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