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O que vai ser da América?

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

O que vai ser da América?

Ideias

2020-06-12 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

O New York Times de 2 de Junho traz um artigo de Paul Krugman, importante economista e Prémio Nobel da Economia. Nele, diz que todos os dias aparecem indicadores do declínio da América. É uma nação que não é capaz de lidar com a pandemia e o seu líder diverte-se a destruir instituições internacionais.
Citando Joe Biden, diz que a razão é o pecado original da escravatura. Foram os estados sulistas segregacionistas que, em 1947, bloquearam a cobertura universal da saúde- uma espécie de Serviço Nacional de Saúde. E bloquearam-no porque temiam o aparecimento de hospitais, onde brancos e negros pudessem ser tratados da mesma forma e no mesmo espaço.
Atualmente, afirma-se que a América não é um país racista. Mas, se George Floy ainda estivesse vivo, diria que as tensões raciais não deixaram de desaparecer.

Com este presidente é difícil de imaginar alguém menos adequado intelectual e moralmente para o cargo. Trump espalha a mentira e o ódio e, parece, que parte do eleitorado gosta deste palhaço. Segundo Krugman, a América está perigosamente envenenada pelo seu pecado original. E, será possível mudar? Krugman diz que honestamente não tem a certeza.
A última declaração de Trump foi ameaçar os conflitos raciais com a intervenção do exército. Esquece-se, como bem referiu o General comandante das forças armadas, que nunca o exército se pode voltar contra os cidadãos do seu próprio país e, se o país está dividido, mais dividido ficaria. Esquece-se também que o exército americano é maioritariamente constituído por negros e “chicanos”. Não se sabe qual seria o resultado. Mas o homem é doido.

Apesar de toda a doutrinação e socialização nos valores ditos americanos, a Nação mais poderosa do mundo, a primeira democracia dos tempos modernos, não conseguiu integrar todos os seus habitantes porque o pecado original continua a informar a mentalidade de segmentos importantes da sociedade americana. E, é esta que pode garantir a vitória de Trump nas próximas eleições. Os democratas não têm conseguido estruturar um discurso consistente, insistindo apenas na não abstenção, pois estão convencidos que os apoiantes de Trump são uma minoria.
Apesar das fragilidades da cultura política americana, tenho esperança que o homem seja afastado do poder e o mundo se torne mais seguro e estável.

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