Correio do Minho

Braga, terça-feira

O que fazer quando surgem as Varizes

À espera do S. Geraldo e da política cultural

Voz à Saúde

2017-10-31 às 06h00

Joana Afonso

A Doença Venosa Crónica, vulgarmente designada por Varizes, afeta as veias das pernas que por alterações da sua parede e sistema de válvulas, leva à acumulação de sangue nos membros inferiores. Trata-se de uma patologia crónica mas que, caso o diagnóstico e tratamento sejam adequados, poderá ser possível travar o seu agravamento. Em Portugal cerca de 35% da população adulta tem problemas de Varizes, sendo que afeta predominantemente as mulheres acima dos 30 anos de idade, no entanto, os homens também são atingidos.

Além da idade e género, contribuem como principais agentes causadores a gravidez, a toma de anticoncetivos orais, a predispo- sição genética, a obesidade, falta de exercício físico e sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool, obstipação e ainda a permanência por longos períodos na posição de pé ou sentado, principalmente com as pernas cruzadas e em lugares quentes.

Uma vez que o sangue não flui corretamente vai acabar por se acumular, levando à inflamação das veias e ao aparecimento dos sintomas, que agravam ao longo do dia, como sensação de pernas cansadas e pesadas, dor, prurido vulgo “comichão”, pés e tornozelos inchados, dormência nas pernas e cãibras durante o sono. À medida que a doença agrava vão surgindo os sinais de derrames vasculares e varizes visíveis, podendo sangrar ou formar trombos levando ao aparecimento de quadros de Tromboflebites.

De forma a prevenir o seu aparecimento é importante que pratique, regularmente, exercício físico como marcha, bicicleta, natação ou hidroginástica, que perca peso, evite permanecer longos períodos de pé ou sentado, que procure lugares frescos, evite usar roupa apertada, bem como calçado com salto demasiado alto ou raso (idealmente a altura do salto deverá ter cerca 3 a 4 cm) e que massaje as pernas no sentido ascendente, ou seja, de baixo para cima.

De salientar, uma vez mais, a importância da prevenção que deverá ser feita o mais precocemente possível, razão pela qual deverá procurar o seu Médico de Família, ele saberá indicar quais os melhores cuidados que facilitem o retorno venoso, atenuando as queixas e o consequente sofrimento, evitando a dilatação grave das veias que chegue mesmo a exigir uma intervenção cirúrgica. Entre fármacos como venoativos orais, uso de mecanismos de compressão como meia elástica, escleroterapia, ablação térmica ou necessidade de cirurgia, ele saberá avaliar qual a melhor abordagem para o seu problema.

Assim, importa reter que, independentemente do tratamento indicado, é recomendável manter uma vigilância regular, pois a Doença Venosa é crónica e evolutiva, exigindo o cuidado médico contínuo.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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