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O que é a liberdade...

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O que é a liberdade...

Escreve quem sabe

2021-04-27 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

No passado domingo, comemorámos 47 anos de liberdade! No domingo, tal como no 25 de Abril de 1974, pelas 00h25, foi possível ouvir a senha que anunciou o início da democracia em Portugal.
Celebrámos a liberdade ao som de "Grândola Vila Morena”, mas será que estamos verdadeiramente conscientes do que essa liberdade significa?
Arriscamos dizer que não há dia que passe em que cada um de nós não usufrua da liberdade que foi conquistada em 1974. Essa “liberdade” é traduzida na escolha do livro que vamos ler de seguida, ou, simplesmente, por expressarmos a nossa opinião sobre qualquer que seja o assunto.
Hoje somos verdadeiramente livres de o fazer. Ainda não vivemos meio século de democracia, mas parece urgente recordar, pela voz de quem sentiu a opressão, como seria se não tivesse ocorrido a “Revolução dos Cravos”.
Honrar o 25 de Abril é deslocarmo-nos às urnas de voto e, este ano, já o pudemos fazer nas eleições presidenciais, no entanto, seremos novamente chamados a exercer o nosso direito para as eleições autárquicas. O direito de voto é algo que devemos exercer de forma consciente. Claro que não votar é também uma escolha, mas devemos refletir no que significa a abstenção, não será essa a “escolha mais fácil”? A abstenção não pode ser considerada uma forma de protesto, mas sim uma forma de alheamento. Para tal, a discordância com qualquer candidato ou programa eleitoral deve ser traduzido pelo voto em branco e não pela abstenção.
Defendemos também que é fundamental envolver a população na política da cidade e numa participação ativa. Os candidatos já começam a surgir e a apresentar-se, por isso, caro leitor, começa a ser a altura de ouvir o que todos têm a dizer, para mais tarde podermos refletir sobre qual o rumo pretendemos para a nossa cidade, seja para o Município, seja para as suas freguesias.
Contudo, se votar é um direito, decorre até ao final desta semana uma obrigação.
Nestes últimos dias já deve ter ouvido falar dos CENSOS 2021, mas do que estamos a falar ao certo? Defendemos que é fundamental esclarecer todas as pessoas para que teorias rebuscadas de “espionagem” ou até mesmo burlas, sejam inexistentes.
O termo CENSOS vem do latim census, que significa lista de pessoas e de bens feitas pelo censor. Os registos dos primeiros CENSOS são do tempo antes de Cristo, no entanto, os recenseamentos da época moderna iniciam-se em 1853, partindo das orientações do Congresso Nacional de Estatística de Bruxelas, tendo ocorrido em Portugal apenas em 1864.
Ao longo dos anos os recenseamentos foram sendo atualizados, de forma a acompanhar a evolução dos tempos. A resposta aos CENSOS é obrigatória e, na nossa opinião, fundamental, pois apenas desta forma é possível estudar a população, analisar a sua evolução, compreender e responder às suas necessidades. Através do preenchimento do questionário o Instituto Nacional de Estatística (INE), poderá saber, por exemplo, quantos somos e como vivemos. Dessa forma, será possível analisar as necessidades de cada área do país, se é necessário abrir mais escolas públicas, ou se é preciso algum investimento prioritário para melhorar a qualidade de vida de certa população.
Contudo, é importante saber que os recenseadores andam todos devidamente identificados, por isso, se for abordado por alguém, veja se está devidamente equipado e identificado. Assim como deve também saber que todo este processo cumpre as normas de segurança indicadas pela Direção Geral de Saúde, pois nunca vamos esquecer a pandemia que ainda estamos a ultrapassar, e nenhum recenseador tem que entrar na sua casa.
Este ano de forma mais prática, sustentável e segura, o preenchimento dos CENSOS é feito online, através dos códigos que recebeu no correio, mas existem alternativas para quem está impossibilitado de o fazer online. Poderá sempre fazer o preenchimento pelo telefone, devendo contactar a linha de apoio 210 54 20 21 ou, se preferir, pode ainda contactar a sua Junta de Freguesia e agendar uma ida ao balcão de ajuda, onde estará um recenseador à sua espera para o ajudar. Reforçamos que o preenchimento dos CENSOS é obrigatório e existem pessoas que o podem ajudar a fazê-lo. Nunca se esqueça que a liberdade tem também as suas obrigações.

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