Correio do Minho

Braga, quarta-feira

O perigoso aumento dos níveis de Colesterol

O Estado da União

Voz à Saúde

2018-01-09 às 06h00

Joana Afonso

OColesterol é uma gordura essencial ao funcionamento do nosso organismo e tem duas origens primordiais: uma parte produzida pelo próprio corpo, em particular pelo fígado e outra parte obtida através da alimentação, principalmente através do consumo de produtos de origem animal como carnes, ovos e produtos lácteos.
É fundamental para a produção de vitamina D, intervém na regulação do humor, de ácidos biliares que auxiliam a digestão, além da produção de diversas hormonas, nomeadamente sexuais e cortisol.

No entanto, quando em excesso no sangue, o Colesterol pode acumular-se, silenciosamente, na parede das artérias, dando origem a fenómenos de aterosclerose, impedindo a circulação e o normal funcionamento de órgãos como o cérebro ou o coração, sendo responsável por eventos cardíacos como o enfarte agudo do miocárdio ou a angina de peito e cerebrais como o acidente vascular cerebral (AVC). Este mecanismo é, especialmente, atribuído à fração denominada de “mau” colesterol contido nas LDL (“low density lipoprotein”), uma vez que, o “bom” colesterol contido nas HDL (“high density lipoprotein”) se encarrega de eliminar parte do colesterol em excesso.
Há fatores de risco que aumentam a probabilidade de início ou agravamento de doença, entre eles: o tabagismo, dado que danifica a parede das artérias e ainda diminui a fração de “bom” colesterol; a obesidade; a dieta desregrada rica em gorduras, como o consumo excessivo de manteiga, margarina, queijos gordos, produtos de charcutaria e carne de vaca ou porco responsável pelo aumento de “mau” colesterol; a ausência da prática regular de exercício físico.

De destacar ainda, os casos clínicos de Diabetes associa-dos ao aumento dos níveis de “mau” colesterol e diminuição do “bom” colesterol, principalmente se a doença não se encontrar controlada.
Importa salientar que, o Colesterol aumentado no sangue é passível de prevenção e tratamento, razão pela qual, deverá procurar o seu Médico de Família que saberá orientar no sentido da mudança de hábitos e estilos de vida, medidas que se apresentam como de primeira linha no sentido de controlo da doença. Projetará como metas a atingir: a perda de peso, a adoção de uma dieta equilibrada, a prática regular de exercício físico, a cessação tabágica e ainda o consumo apenas moderado de álcool. Poderá, em caso de incumprimento ou ineficácia destas medidas, haver necessidade de iniciar terapêutica medicamentosa, segundo um plano estruturado e personalizado pelo seu Médico, tornando crucial uma avaliação e acompanhamento regular.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua saúde!

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