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O parque verde das Sete Fontes

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O parque verde das Sete Fontes

Escreve quem sabe

2019-03-05 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

No passado sábado, a Câmara Municipal de Braga realizou uma sessão sobre a “Salvaguarda e execução de Parque EcoMonumental das Sete Fontes – apresentação dos estudos hidrogeológicos, arqueológicos, urbanístico e paisagísticos”, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.
Com cerca de oito oradores, parabenizamos o município por realizar esta sessão de esclarecimento, uma excelente forma de envolver os bracarenses no conturbado processo de construção do Parque Verde da cidade. Deste modo, envolve-se a comunidade nas decisões políticas da cidade, mostrando assim o que é realmente fazer política. Prova dada do mérito desta iniciativa foi a adesão que acabou por praticamente encher todo o auditório.
Aberta pelo Vereador do Urbanismo Miguel Bandeira, a sessão iniciou-se com uma participação bastante esclarecedora acerca das origens deste Monumento Nacional. Datado do século XVIII, existem escavações arqueológicas que comprovam a existência de ocupação naquele local nos tempos de Bracara Augusta, muito antes de ganhar a forma de abastecimento de água da cidade barroca que hoje conhecemos. Desta forma, todos os participantes ficaram contextualizados no que à valorização histórica deste monumento diz respeito.

De seguida percebemos que para além do inegável valor histórico, as Sete Fontes possuem um dos mais importantes elementos que a natureza nos dá, a água! Cada vez mais se fala da poupança de água, pois este é um bem que deve ser preservado e utilizado com moderação, pois, em vários locais do mundo, este elemento essencial é escasso. Análises recentes vêm mostrar que para além da água ser um bem essencial, a das Sete Fontes é potável e por isso própria para consumo, não necessitando de grandes investimentos para o aproveitamento da mesma. São já vários os bracarenses que se deslocam ao local da fonte com garrafões de água para se abastecerem.
Terminadas as duas primeiras intervenções, que foram mais uma contextualização do local e do que nele existe, seguiram-se as abordagens sobre o futuro, sobre o “maior Parque Verde do país”.

Apesar de não ter sido apresentado num projeto de como será realmente o parque, foram conhecidas várias plantas com as entradas do parque, a discussão de alguns acessos e ainda um resumido projeto 3D dos terrenos, tal como são hoje com a ideia de aproveitar grande parte do que já existe para a realização do parque. Contudo, aberto o debate, foi perceptível que as negociações com os proprietários dos terrenos, infelizmente, estão longe de terminarem. Enquanto alguns proprietários assumidamente não aceitam o valor inicial proposto pela CMB, outro continuam a afirmar nunca terem sido contactados pela CMB. Com uma plateia bastante participativa, damos ainda destaque às intervenções de alguns moradores, o que demostra que os bracarenses estão verdadeiramente empenhados em conhecerem o projeto, tendo mesmo sugerido algumas ideias sobre a construção do parque e até o alargamento do mesmo.

Quanto a nós, parece-nos urgente que as várias partes cheguem a um acordo legitimado pelas entidades que possam dirimir o conflito, para que realmente o parque possa sair do papel. Esperamos que numa próxima sessão sejam apresentados já os projetos 3D do parque, com datas realistas de construção do mesmo. Pois se o Parque da cidade do Porto demorou 30 anos para ser construído como foi dito, os bracarenses esperam que a construção do de Braga seja mais célere. Até lá, iremos continuar a realizar visitas ao Monumento Nacional das Sete Fontes, para que este se torne ainda mais conhecido, ainda mais valorizados e para que a ambição do parque seja uma ambição comum a todos os bracarenses.

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