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O novo Parlamento Europeu

Ideias Políticas

2024-06-18 às 06h00

Clara Almeida Clara Almeida

As eleições do passado dia 9 de junho definiram a nova configuração do parlamento europeu, órgão legislativo da União Europeia diretamente eleito pelos cidadãos de cinco em cinco anos. Foram cerca de 370 milhões de eleitores dos 27 Estados-membros que definiram essa nova configuração.
Na França, que elege um total de 81 eurodeputados, a mudança foi tão profunda que levou o presidente Emmanuel Macron a dissolver o parlamento francês. O partido Rassemblement National (RN) liderado por Marine Le Pen foi o grande vencedor ao obter um pouco acima de 31% dos votos, resultado histórico a nível nacional. Isto levou a um aumento de 12 eurodeputados eleitos pelo RN, aumentando para 30 a sua representação.
Na Alemanha, que elege o maior número de eurodeputados, a tendência foi a mesma. O partido de extrema-direita Alternative for Germany (AfD) alcançou um resultado histórico, conquistando o segundo lugar com 15,9% dos votos. Este resultado permitiu-lhes ficar à frente do partido Social Democrata encabeçado pelo chanceler Olaf Sholz, o que revela a popularidade do AfD entre os alemães.
Já em Itália, o partido Fratelli d'Italia (FdI) de Giorgia Meloni consolidou-se como a força política mais forte.
Esta ascensão da extrema direita foi alvo de debate ainda antes das eleições, no entanto, previa-se um fenómeno mais notório. Os partidos de extrema-direita alimentam-se do descontentamento dos cidadãos, e, num ato de sedução, prontificam-se a arranjar soluções, que, na sua maioria, se revelam inviáveis e vazias. Cabe à democracia desconstruir e escrutinar este tipo de partidos, travando o populismo.
A nível nacional observamos um contraste com o cenário europeu. O Chega reduziu para próxima de metade a percentagem de votos obtida nas eleições legislativas, destacando aquilo que pode ser o efeito André Ventura. O presidente do partido surgiu sempre ao lado do cabeça de lista, António Tânger Corrêa, e, muitas vezes, prestou declarações no seu lugar. Isto pode evidenciar consciência deste efeito por parte dos dirigentes do Chega.
No caso da Iniciativa Liberal, em contraciclo com os liberais europeus, cresceu de forma bastante acentuada nestas eleições. Em comparação com as eleições legislativas, bem como as eleições europeias de 2019, a IL tem crescido no horizonte temporal. Este crescimento é sentido com grande intensidade em Braga, onde o partido foi a terceira maior força política.
Livres do peso do voto útil, 357 mil portugueses depositaram um voto de confiança na Iniciativa Liberal e no liberalismo, o que sinaliza um desejo por mudança e inovação!

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