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O novo normal será no digital

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O novo normal será no digital

Ensino

2020-09-09 às 06h00

Jorge Esparteiro Garcia Jorge Esparteiro Garcia

Como acontece em grandes guerras e outras crises, também nesta pandemia surgiram grandes mudanças e algumas inovações que encaminharam as empresas para o digital, num mercado (agora sim) cada vez mais global e concorrencial.
A rápida migração e adoção de novas soluções tecnológicas despoletada pela pandemia continuarão nos próximos tempos. Num mundo, que não será o mesmo, as empresas e os seus modelos de negócio terão também de se ajustar e adaptar a esta nova realidade.
Neste novo normal, o trabalho, que nas últimas décadas vinha sendo lentamente e gradualmente alterado com a integração das novas tecnologias não será igual (https://correiodominho.pt/cronicas/o-teletrabalho-apos-o-surto-do-coronavirus/12098).

Durante a crise do COVID-19 testemunhámos uma das transformações laborais mais aceleradas da nossa história. Através da adoção em tempo recorde do teletrabalho e do acesso digital a diferentes serviços em praticamente todas as áreas de negócio, o ecossistema das organizações alterou-se por completo.
Neste tempo, percebemos que em muitas situações o trabalho também pode ser à distância. As reuniões, quer fossem pequenas, de equipa, de 15 minutos que depois estendiam-se por horas, ou até as muito importantes, podem afinal ser feitas através de uma simples videochamada. A pandemia demonstrou que a tecnologia que temos ao nosso dispor não era utilizada da forma mais produtiva e eficiente, revelando que o digital tem ainda um potencial por explorar a diferentes níveis.

A transformação digital, um chavão tecnológico tão utilizado nos últimos anos, cujo termo parecia supor uma complexidade e um investimento avultado em tecnologia, foi afinal feito pelas próprias empresas sem que muitas se apercebem dessa mudança. Alteraram processos de negócio, introduzindo até de forma disruptiva a tecnologia para a resolução de problemas tradicionais.
Num mundo mais conectado e consciente desta mudança no digital, os projetos de longa duração serão cada vez mais uma raridade. Tal como os consumidores se habituaram a não esperar por um produto ou serviço, as empresas e organizações exigem hoje em dia a mesma diligência para a resolução dos seus problemas e necessidades de forma a que possam também prestar um melhor serviço aos seus clientes.

O comércio online, que vinha nos últimos anos a crescer sustentadamente teve um grande aumento durante o confinamento. As dúvidas e receios sempre associados às compras no digital foram rapidamente esquecidas pela necessidade da aquisição de produtos e serviços, que de outra maneira não era possível obter. Foi também um tempo de aprendizagem para muitos consumidores, que tradicionalmente e obstinadamente adversos ao comércio eletrónico, se renderam às comodidades e facilidades das compras online. E, neste ponto, não há volta atrás. Neste novo normal, onde os consumidores já aprenderam a transacionar no digital, as lojas físicas terão de oferecer uma experiência diferenciadora para o cliente, caso contrário, em muitas situações a compra à distância será a preferida.

Contudo, a grande mudança será a de pensar mais nas pessoas. Como atualmente assistimos em muitas organizações, as relações laborais serão completamente diferentes do que observávamos até aqui. O espaço físico da empresa, até aqui local praticamente exclusivo para se poder trabalhar, será em muitas empresas substituído parcialmente pelo trabalho remoto, que ficou demonstrado ser tão ou mais produtivo. Neste paradigma, as empresas poderão contratar pessoas em qualquer lugar e em qualquer país, havendo vantagens evidentes para as duas partes. Outra modificação neste novo tipo de trabalho será a conjugação entre a vida pessoal e profissional, pois estarão necessariamente muito mais ligadas. A preocupação com a harmonia entre as duas será algo a ter em conta não só pelas pessoas, mas também pelas empresas, que perceberão que este equilíbrio é essencial para a produtividade dos seus trabalhadores.

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