Correio do Minho

Braga, terça-feira

O 'Nariz Empinado'

Diciembre, Decembro, Abendua... e Desembre?

Escreve quem sabe

2016-06-05 às 06h00

Joana Silva

Nós passámos uma imagem para todos(as) aqueles com quem convivemos diariamente. A imagem pode ser positiva ou negativa e depende muito da forma como nos “leêm”. Sim… nos “leêm” sobretudo, a nossa linguagem corporal: gestos, posturas, atitudes que no seu conjunto transmitem um significado. Perplexo(a)?! Observe ao seu redor.

Naturalmente que identifica pessoas que transmitem vários tipos de posturas: umas mais afáveis e calorosas quando interagem, outras mais distantes que não se dão muito a conhecer. As pessoas não se dão a conhecer por vários motivos intrínsecos à sua personalidade: desde a timidez ou introversão; ou por outro lado optam por uma atitude defensiva mediante algumas situações negativas que vivenciaram anteriormente e por esta razão, tornaram-se inseguras reticentes e desconfiadas face à dinâmica comportamental social, e por último, aquelas acreditam que para se destacarem ou ter visibilidade tem de ter uma “atitude minimalista”, uma espécie de linguagem corporal ao estilo de “nariz empinado”.

Postura altiva, cabeça erguida, o celebre “olhar de lado”, respostas verbais dicotómicas (respostas entre o sim ou o não), comentários depreciativos do género “Meu Deus! Credo! Não sabe estar. Tão parolo(a)! ” sobretudo para com aqueles que são mais populares e mais afáveis na sua interação com outrem, são algumas das características (a titulo exemplificativo) deste “perfil” que ao longo do tempo se tem personificado em várias expressões tais como: “ Tem a mania.”; “Sente-se superior.”;

“Só fala com X e Y.” Torna-se importante referir que não existe termo de comparação possível entre alguém que tem um olhar digamos fugidio pelo facto de ser introvertido (envergonhado) face a alguém que o olhar transmite “desdém” ou até superioridade. Por vezes, confundem-se pela associação da pouca interação verbal (“Nunca me diz bom dia.”; “Não fala…” ), mas na realidade é a postura que os diferencia. A adoção de um determinado perfil comportamental implica perdas e ganhos em todos os aspetos e a adoção de um comportamento de superioridade não é exceção por mais que se acredite que este lhe dará o almejado “satus”.

Mas a visibilidade pretendida… é negativa. Em vez de aproximar surte o efeito contrário, afasta. E muitas vezes estas reações não são compreendidas por parte de quem tem um comportamento mais altivo e frequentemente apesar de não o exteriorizarem sentem-se tristes. Na verdade, também querem ser “amadas” mas a forma como interagem não é de todo a mais adequada.
Este comportamento deriva muitas vezes de sentimentos vividos na insegurança e baixa auto estima como se tivessem de provar a alguém significativo que são capazes. Certamente que já ouviu que “Ninguém é melhor do que ninguém.”

É reiteradamente a mais pura das verdades. Ser seletivo(a) nas amizades ou escolhas sociais não é sinónimo de carismático. Somos mais receptivos (as) a alguém que nos trate da mesma forma de como gostariam de ser tratados, isto é, com respeito, atenção e sobretudo com um sorriso no rosto. Um sorriso rasgado estimula a comunicação mesmo de quem está por vezes num “dia não”.
Repare que na verdade, as pessoas mais populares, isto é, que são genuinamente “elas próprias” (que não se importam no “que os outros vão pensar” ): falam alto, dão gargalhadas, não distinguem ninguém pela aparência ou estatuto económico são as mais bem-sucedidas na dinâmica interpessoal. São frequentemente solicitadas e mais acarinhadas.

Se costuma ter este comportamento mais superioridade e este texto
está a fazer sentido para si ainda vai a tempo de mudar. Faça o teste, abordando com um sorriso todos(as) aqueles com quem interage diariamente. Irá aperceber-se que a médio prazo irão olhá-lo(a) de forma diferente. Sorrisos geram sorrisos.

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