Correio do Minho

Braga,

O (não) aceitar de elogios

Patologia respiratória no idoso

Escreve quem sabe

2013-01-13 às 06h00

Joana Silva

Um elogio, quando sincero, é o reconhecimento por parte de uma pessoa, de qualidades positivas, em outrem. Se por um lado algumas pessoas aceitam com facilidade elogios e posteriormente o agradecem, para outras é extremamente difícil aceitar um comentário positivo acerca do seu comportamento/atitude, inteligência ou forma física. Por forma a clarificar o anteriormente referido tomemos em consideração os seguintes exemplos, muito comuns no dia-a-dia. Suponhamos alguém que se encontra em excelente forma física e é elogiado, “estás linda e fantástica! Mesmo em forma!”. Está aqui, patente a possibilidade de aceitação ou não do elogio. Importa realçar que, aquando da não aceitação do mesmo, as pessoas, usualmente tendem a justificar-se, e voltando a considerar novamente o anterior exemplo, a pessoa poderia responder , “ São os teus olhos” (expressão popular) ou “Deve ser do corte da roupa ou por ser de cor preta”. Um outro exemplo, um aluno que por norma não obtém notas muito elevadas e que na realização de um trabalho individual obteve o melhor resultado da turma. Este aluno se porventura se tiver dificuldades em receber um elogio por parte do professor, possivelmente poderá afirmar que, “ Tive imensa sorte, porque encontrei bastante informação na pesquisa que realizei na internet”. Receber um elogio é um processo natural, todavia, há quem tenha dificuldades em aceitar o seu próprio sucesso, porque tem uma percepção de si próprio negativa (esta percepção, por norma, não corresponde à realidade, isto é, é “o que o próprio infere, não é como os outros o percepcionam ”. São pessoas inseguras com baixo auto conceito e auto estima. Alias frequentemente aceitam mais rapidamente uma noticia má do que a boa noticia, pois preferem “pensar no pior” e não ter falsas expectativas. Desvalorizam as vantagens do ser-se positivo, pois acreditar é “meio caminho” para o sucesso, logo o crer conduz ao agir contrariamente à postura de alguém mais comodista que prefere “aguardar pelo que virá”. A “recusa do elogio”, ou o não acreditar de quem elogia deve-se sobretudo, à falta de relações ou vínculos autênticos desprovidos de carinho, de amor, de valorização na infância. Não obstante, também a sociedade de hoje parece rotular de “convencido” aquando da aceitação de um elogio. Na realidade, o elogio em si não tem nada de errado, algumas pessoas simplesmente parecem toma-lo “como negativo” .E porque na infância é a etapa onde deve ser fomentado o elogio seguem-se algumas dicas de como elogiar eficazmente uma criança ou jovem. O elogio deve sempre ser direcionado para as capacidades, esforços de cada um, perante determinada situação ou realização de tarefa; igualmente deve ser atribuído na ocorrência do comportamento e no imediato; a utilização das frases na primeira pessoa não devem ser esquecidas, “Eu gostei muito …”; um outro factor relevante é o ser justo, dar elogio a todos aqueles que verdadeiramente merecem . Estudos que incidem na problemática indicam que crianças que são reconhecidas e valorizadas pelos seus esforços são mais perseverantes nas tarefas, têm uma auto-estima mais elevada, são mais divertidas, têm mais facilidade nas relações interpessoais, são mais seguras em si próprias e nas suas capacidades progredindo melhor nas aprendizagens escolares.

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