Correio do Minho

Braga, quarta-feira

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Os rolos

Ideias Políticas

2019-01-15 às 06h00

Hugo Soares

Por estes dias, fez um ano que o Dr. Rui Rio foi eleito presidente do Partido Social Democrata.
Desde então dispôs da ampla liberdade para apresentar e definir as suas linhas políticas estratégicas  para o partido e para o país. Procedeu ainda à seleção incondicionada das pessoas que considerou mais adequadas e preparadas para o ajudar a conceber e implementar a agenda política a que se propôs.
Um ano sem restrições para demonstrar que a sua visão estratégica para o partido e para o país era a mais adequada e que melhor resposta dava e garantia aos desafios que Portugal e os portugueses enfrentam.
Um ano para afirmar de forma clara e inequívoca que o PSD é uma alternativa sólida e credível à Governação do país e expor o evidente emboste político da geringonça que infelizmente vigora.
Um ano para transformar a legitimidade formal decorrente de uma eleição em legitimidade natural através de um exercício no cargo que transformasse o presidente num líder, capaz de unir, fazer crescer e motivar os militantes e os portugueses.

Este era o desejo de todos os militantes do partido, mesmo aqueles que não apoiaram o Dr. Rui Rio no último processo eleitoral: um PSD forte, uma liderança sólida e um projeto político claro e alternativo para o país. 
Esta era a espectativa legitima de todos aqueles que o conheciam e acompanhavam ao longo dos anos onde sempre aparentou ter uma visão inequívoca para Portugal chegando mesmo a criticar companheiros de partido que se encontravam ao serviço do país num dos momentos mais difíceis da história democrática nacional.
Infelizmente não foi nada disto que sucedeu.
Infelizmente encontramos hoje o partido no limiar da irrelevância política.

Infelizmente o partido que venceu as últimas eleições legislativas, que dispõe do maior número de deputados eleitos no parlamento, encontra-se hoje à margem do sistema político-partidário nacional.
Infelizmente os portugueses e os militantes não conhecem uma ideia à atual direção do partido, uma visão alternativa para o país.
Infelizmente o último ano ficará marcado para sempre na história do partido como o ano da inexistência e do vazio político, com dolorosos apontamentos de posições políticas reativas e por vezes contraditórias entre os diferentes representantes escolhidos pelo Dr. Rui Rio para o exercício dos cargos.
A falta de comparência política do PSD conjugada com uma dificilmente explicável subserviência ao Partido Socialista não poderia ter outros resultados que não aqueles que hoje conhecemos: um PSD sem identidade, sem referências, sem qualquer identificação com o seu eleitorado tradicional e incapaz de alargar as suas bases.Um PSD que será sempre uma cópia ou uma sombra de um outro qualquer original e que anda à deriva procurando um rumo.

Um país onde o maior partido da oposição não existe está inevitavelmente condenado a viver numa democracia débil com uma espécie de visão única que todos sabemos as consequências negativas que dai advêm.
A situação é hoje insustentável, demasiadamente séria e perigosa de deixar marcas profundas no partido e no país. Já não é mais possível ignorar, sustentar em princípios que em situações de normalidade são inquestionáveis, mas que em situações de exceção como a que vivemos são um travão ético e moral que faria inverter a ordem das prioridades de qualquer militante preocupado: o sucesso do país e a sobrevivência de um dos mais importantes partidos do Portugal democrático.
Conhecemos a resposta do Dr. Rui Rio ao repto lançado para a realização de eleições diretas no partido, bem como a forma como analisou e interpretou o mesmo. Mais uma vez se focou no acessório e esqueceu o essencial não tendo entendido o que realmente está em causa.

O que está causa são as políticas, ou neste caso concreto a ausência das mesmas, a ausência de uma estratégia, que a existir apenas é conhecida e visível para si. 
As lideranças consistentes não são contestadas nem necessitam de momentos de afirmação pontuais, são relegitimações diárias, em ações e palavras que unem em vez de afastar, que promovem espaços de debate e confrontação com elevação e colocam sempre o interesse nacional acima de tudo.
As lideranças fortes não necessitam de Conselhos Nacionais marcados à pressa e para as 17h de um dia de semana para tentarem condicionar presenças e votações dos conselheiros nacionais.
O partido não precisa de recorrer a expedientes estatutários, não precisa de clarificações dúbias e dificilmente compreendidas pela maioria da população portuguesa. Isto é a democracia interna a funcionar. 
O Partido precisa de clarificação.
Seja qual for a decisão, o PSD sairá mais forte e mais unido. É isso que o país precisa.

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