Correio do Minho

Braga, sexta-feira

O Método Escutista

Amarelos há muitos...

Escreve quem sabe

2012-01-27 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

Sendo o Escutismo um movimento de dimensão mundial, pois está presente em 216 países, nos 5 continentes e ultrapassando os 25 milhões de jovens, interessa saber porque jovens de sociedades e culturas tão diferentes se sentem tão próximo uns dos outros.
O facto integrarem um movimento de educação não formal animados por valores comuns poderá não explicar tudo, por isso, Baden-Powell desenhou o Método Escutista, sistema de autoeducação progressiva que tem o seu princípio basilar na expressão de B.-P.: “pergunta ao jovem”. Este é o elemento chave de toda a pedagogia escutista, coloca a criança ou o jovem no centro de toda a ação educativa, no respeito pelas suas aspirações, ritmo e necessidades, atribuindo ao educador o papel de acompanhador e enriquecedor do projeto que lhe confiaram.
O fundador definiu 7 elementos chave para caraterizar este método de autoeducação:

Lei e Promessa - conjunto de valores que permitirão aos jovens um alargamento dos horizontes na construção de uma personalidade cívica e religiosa cada vez mais forte, justa e so-lidária.

Mística e Simbologia - percursos que ajudam as crianças e os jovens a transportarem-se da imaginação à realidade, mas também a projetarem a realidade à luz dos seus sonhos de felicidade assente no bem estar comum. A final, os heróis de ontem são feitos da mesma “massa” que todos nós.

Vida na Natureza - para o escuteiro, no dizer do fundador: “A floresta é, simultaneamente, um laboratório, um clube e um templo”. Um laboratório porque é o local onde se aprende pela observação e pelas experiências vividas, um clube porque é um espaço de partilha de ideias, de visões e de assunção de responsabilidades individuais e coletivas, finalmente um templo porque é o lugar onde se descobre a obra de Deus e se estabelece uma relação de vida com o Criador.

Aprender fazendo - alicerçado no exemplo (que é vivido e não contado), enquanto forma ideal de educar, este princípio transporta-nos para um campo das vivências, colocando os conhecimentos ao serviço de novas situações ou desafios, é o predomínio do “ser” sobre o “saber fazer” e deste sobre o “saber”.

Sistema de Patrulhas - pilar base da organização escutista que cria um micro cosmos de partilha e de ação-reflexão, onde cada um dos jovens é chamado a assumir a sua responsabilidade sob a liderança de um dos seus pares que eles próprios elegeram, é um espaço de aprendizagem das atitudes e comportamentos democráticos da participação, eleição, governação e responsabilidade.

Progresso pessoal - é o sistema de progresso ou o currículo colocado à disposição do jovem que este percorre como um caminho personalizado, por ser escolhido por ele próprio, na conjugação de um triângulo formado pelas aspirações, pelo ritmo e pelas necessidades do jovem.

Relação educativa - entre o jovem, motor da sua autoeducação, e o adulto, enriquecedor do percurso educativo, estabelece-se uma relação marcada pela amizade, confiança, cooperação e responsabilidade, enquadra pela consciência de integrarem uma comunidade que aprende e onde o adulto não pode deixar de ser adulto.

Em artigos posteriores, haveremos de refletir sobre cada uma destas “sete maravilhas do método escutista”.

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