Correio do Minho

Braga, segunda-feira

O maior navio do mundo, por Mariana Azevedo Gomes

A pretexto de coisa alguma

Conta o Leitor

2011-08-03 às 06h00

Escritor

No próximo ano ocorrerá o centenário de um dos maiores acidentes marítimos da história: o afundamento do navio Titanic.
A história deste célebre transatlântico começou no dia 10 de Junho de 1907. Nesse dia foi decidida a construção de três grandes navios, provavelmente os maiores do mundo de então: o Olympic, o Titanic e o Jagantic.
Na Primavera de 1909, iniciou-se a construção do Titanic nos estaleiros “ Harland e Wolf “, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Para a construção deste navio, a “ White Star Line “ (uma companhia de navegação) precisou de 10 milhões de dólares, o que nesta altura equivalem a cerca de 1000 milhões de euros e 14 mil trabalhadores para tornar realidade este projecto. O interior do Titanic foi construído com materiais muito caros e de grande luxo. O seu interior era mesmo comparado a um hotel com mais de cinco estrelas. Este navio foi considerado por muitos um navio perfeito e praticamente impossível de afundar.

A viagem de inauguração do Titanic ficou apontada para o dia 20 de Março de 1912, mas foi adiada para 10 de Abril de 1912, porque houve algumas avarias na construção do outro navio, o Olympic.
Para comandar este navio foi escolhido um dos capitães mais experientes da altura, que se chamava Edward Smith. Este capitão foi escolhido, porque era muito experiente em viagens de longo curso.

A 10 de Abril de 1912, começava, então a grande viagem. Quando largaram as enormes cordas do Titanic, em Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York, nos EUA, muitas pessoas que estavam a bordo sentiram uma enorme emoção, por saberem que fariam parte da história deste navio. Só não sabiam que ficariam na história pelas piores razões. Nas margens, muitas pessoas acenavam, desejando sorte para a primeira viagem do maior navio do mundo.
A bordo do navio estavam 3547 pessoas, de várias classes sociais, desde gente pobre e humilde a gente rica e importante.

No dia 15 de Abril, Bruce Ismay, o presidente da empresa que construiu o navio, pediu ao capitão para aumentar a velocidade do navio, porque assim poderiam chegar ao destino mais rápido. De início, o capitão Edward Smith preferiu não forçar os motores, mas depois optou mesmo pelo aumento da velocidade do enorme navio.

No dia 14 de Abril de 1912 os oficiais do Titanic receberam muitas chamadas de alerta, porque encontravam-se no mar imensos icebergs que andavam soltos no Oceano Atlântico. O problema é que os oficiais do Titanic não ligaram muito a estas informações, uma vez que estavam mais ocupados com as mensagens que os passageiros do navio queriam enviar para os seus amigos e familiares.

Nesse domingo à noite, quando os dois vigias se prepararam para entrar ao serviço, um deles apercebeu-se que o Titanic rumava na direcção de alguma coisa estranha. Quando se aproximaram um pouco mais, aperceberam-se de que era um iceberg. Foi então que, em pânico, alertaram o comandante. Passado algum tempo sentiu-se um enorme estrondo no casco do Titanic, como consequência do enorme choque provocado pelo embate no iceberg.

Perante este cenário, o capitão deu a ordem para fecharem de imediato as portas estanques, na parte inferior do navio, mas era já tarde, porque a água estava a entrar em grande quantidade.
Após o embate, o capitão foi informado que nada salvaria o Titanic, e que este iria afundar-se num curto espaço de tempo (entre uma a duas horas).
Edward Smith, o capitão, em pânico, pediu de imediato que oficiais do navio enviassem mensagens de socorro, avisando que o navio estava a afundar-se e que por isso precisavam de ajuda muito urgente.

Foi então que começaram a ser lançados às águas frias os botes de salvamento. Estas embarcações transportavam, de início, as crianças e mulheres, e só depois transportaram os homens. Houve muito pânico e algumas pessoas caíram ao mar, acabando por morrer quase de imediato, uma vez que a temperatura da água era de cerca de um ou dois graus negativos.

À medida que o Titanic se afundava, os músicos do navio tocaram, permanentemente, tentando com isto acalmar as pessoas, mas isso era praticamente impossível.
O último bote a ser lançado foi às 2h:05m. O presidente da empresa, Bruce Ismay, salvou-se porque ficou com o lugar de uma senhora num bote.

O afundamento do Titanic, que muitos diziam que nem Deus o conseguiria afundar, provocou a morte a 1523 pessoas. Ainda hoje é recordado como um caso em que o homem nunca pode dizer que tem a sua vida segura. Porque a arrogância e a vaidade, quase sempre, acaba mal.

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