Correio do Minho

Braga, sábado

O ‘moço de recados’

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2013-04-16 às 06h00

Francisco Mota

As eleições autárquicas em Braga são sem dúvida um dos actos eleitorais mais importantes e mediáticos do país num ano em que o poder local vai a votos. O nosso concelho tem uma oportunidade única de iniciar um novo capítulo da sua história rumo ao desenvolvimento sustentável e à afirmação de Braga como uma referência nos mais diversos eixos de actuação da gestão municipal.

A exigência deste acto eleitoral coloca, especialmente, no PS a tentativa de demonstrar algo de novo para o futuro de Braga. A saída de Mesquita Machado do panorama político obriga não apenas a uma mudança de candidato mas particularmente uma transformação no modelo de olhar a nossa cidade.

Contudo, Vítor Sousa não pode vestir o fato de candidato sem que assuma a responsabilidade enquanto vice-presidente do município. Não basta afirmar que acolhe com orgulho todo o passado do partido socialista em Braga e que no presente mandato não assuma a missão para que foi eleito, que é de influenciar de uma forma positiva o quotidiano de Braga e dos bracarenses.

Se em si mesmo desenvolver um exercício muito simples, de consciência e de responsabilidade, em vez de se questionar sobre o que quer para Braga, deve-se interrogar o porquê de não o ter feito até hoje. E rapidamente irá perceber, que o desgaste na acção municipal é uma realidade e que as suas palavras não são coerentes com as oportunidades perdidas nas acções do passado. O que me leva a afirmar: Vítor Sousa não é solução mas sim parte do problema.

Se esta falta de sensibilidade para a responsabilidade é mais do que notória, também é inegável que o candidato do PS não passa de um ‘moço de recados’ de Mesquita Machado. O actual presidente do município evaporou-se da presidência municipal, entregando ao vice a liderança do executivo. Vítor Sousa redobra-se em esforços para estar em todo lado ao mesmo tempo, configurando uma nova personalidade na hierarquia do poder local. Onde o presidente não quer estar envia o ‘moço dos recados’.

Este é um facto que reforça a perspectiva de que Vítor Sousa é mais do mesmo, de onde não se espera nada mais do que a continuidade da falta de visão, estratégia e defesa dos interesses para Braga. Por mais que Mesquita se coloque na sombra de Vítor desenganem-se os bracarenses que pensam que alguma coisa mudou.

Por fim gostaria de reafirmar que a disponibilidade de pensar Braga é algo que o PS nunca soube fazer nem dinamizar, porque a capacidade de trabalho de Vítor Sousa à frente do pelouros que lhe foram confiados, foi medíocre, e nunca se afirmou como visionário e inovador. Muito pelo contrário, apenas foram criados mais condicionalismos para que as actividades se degradassem ao longo dos tempos. E hoje se não temos uma realidade ainda bem pior deve-se à vontade e empenho de instituições e agentes que nunca desistiram, mesmo quando não encontraram no município um parceiro.

Como Platão diria “O castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus”, se no futuro não queremos sofrer deste castigo não nos deixemos atrapalhar com a areia que nos querem atirar para os olhos, e saibamos escolher os bons em detrimento dos maus, porque os últimos já tiveram a oportunidade de demonstrar que nunca serão bons.

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