Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O lixo dos eventos…

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Ideias

2017-05-31 às 06h00

Pedro Machado

Neste mês de maio, a nossa região recebeu alguns eventos, nomeadamente, automóveis, como a Rampa da Falperra e o Rally de Portugal.
Estes eventos que muito engrandecem o país e, em particular, a nossa região, resultam em muitos esforços para os municípios para os organizarem, nomeadamente, implantando planos de colocação de contentores e recolha antes, durante e após os eventos, como foi o caso da Braga Street Stage e da Rampa da Falperra, onde foram colocados dezenas de contentores e alguns ecopontos, ao longo do percurso e que, nalguns casos foram pouco utilizados, verificando-se o abandono dos resíduos no monte.

Estes eventos atraem milhares de pessoas que, na maior parte dos casos deslocam-se para os montes e serras, levando consigo os tradicionais “farnéis”.
Este público gosta de encontrar os locais limpos para assistir ao espetáculo, infelizmente, nem todos se preocupam em deixar o local como o encontraram.
Este comportamento é revelador de uma grande falta de civismo pois há sempre contentores nas imediações dos eventos. Pergunto-me: quem carrega uma garrafa de água cheia não é capaz de carregar a mesma garrafa vazia? Não pode deslocar-se 50 ou 100 metros até encontrar um contentor?

Os municípios têm desenvolvido enormes esforços estratégicos nesta área, em sensibilização e educação ambiental, investindo em infraestruturas de recolha e limpeza, minimizando também os efeitos desta falta de civismo.
No entanto, os cidadãos estão, e bem, cada vez mais, exigentes, reivindicativos e críticos, mas acabamos por assistir a esta falta de cidadania, de cuidar do espaço comum e de saber-estar em sociedade. É lamentável!

Assinala-se na próxima semana, a 5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente e da Ecologia, estabelecido em 1972, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Pelos vistos, esta data não é importante apenas para chamar atenção para os grandes problemas ambientais que o Planeta enfrenta, tais como, o aquecimento global e as alterações climáticas, mas também, para estes comportamentos, que muitos julgam inofensivos, mas que vão afetando a proteção do meio ambiente, no contexto do desenvolvimento sustentável.

A questão do tratamento de resíduos não está apenas nas empresas responsáveis, mas começa no momento em que deitamos alguma coisa fora, ou seja, no local de deposição, incluindo se utilizamos corretamente os ecopontos para que estes resíduos possam ser encaminhados para reciclagem.
Cada um tem de fazer a sua parte.
Ajude-nos, ajudando-se!

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