Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O Jamboree no ar e a cidadania

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Escreve quem sabe

2013-10-25 às 06h00

Carlos Alberto Pereira

No passado fim de semana, a família escutista mundial juntou-se à volta de um desafio comum: “Vamos partilhar”, para aquela que é a mais participada de todas as atividades escutistas: o Jamboree no ar que este ano teve a sua 56.ª edição.
Para além do partilhar mensagens de paz e da criação de uma rede de contactos com outras crianças e jovens de todo o mundo através do éter, também as novas tecnologias de informação e da comunicação se juntam, há 17 anos, a esta atividade de tradição, potenciando este relacionamento de forma ainda mais eficaz, porque diversificado e apelativo.

Assim, o JotaJoti, como é conhecida no movimento escutista, é o encontro e reencontro de todos os escuteiros que o desejam, surfando nas ondas do éter ou da internet, assumindo o espírito universalista da atividade, incorporando-o na maneira de ser de cada um, construindo assim as bases do cidadão do mundo, bem à imagem de Baden-Powell, fundador do Escutismo, contribuindo, desta forma, para a construção de um mundo melhor, onde o Amor e a Felicidade de cada um é o foco que irradia a luz dos Direitos do Homem, tantas e tantas vezes colocada debaixo do alqueire.
Este sentido dos outros é, para nós escuteiros católicos, impregnado pelo sentido de Deus e do amor ao próximo. Recordando o texto de Mateus (5, 9): Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus, queria lembrar que este é o maior dom que cada um de nós pode partilhar com os seus concidadãos, sim, porque ele é precedido pelo dom da Justiça e envolto no dom do Amor.

Este ano, a Estação Nacional do CNE localizou-se em Ponta Delgada, na verdíssima ilha de São Miguel, nos Açores, tendo sido mobilizados para a atividade muitos e muitos recursos, materiais e humanos, para além do escutismo. Desde logo os radioamadores, sem os quais tal atividade não se poderia realizar pelos constrangimentos legais e de material especializado, a marinha de portuguesa também esteve presente permitindo que mais de mil escuteiros visitassem um dos seus navios e percebessem as suas missões de segurança e da socorro e estes jovens ainda passaram pelo comando naval onde tomaram consciência do serviço aos outros que a marinha, articulada com a aviação, prestam à comunidade portuguesa e internacional e todos nós percebemos porque alguns habitantes dos Açores têm o nome de “António Alouette”, exatamente por terem nascido num helicóptero desse tipo, quando a mãe era transportada para o hospital, mas também a proteção à natureza, a atividade cultural, o artesanato e as comunicações primitivas foram aprofundadas em diversas oficinas espalhadas por toda a cidade.
Ao circularem por toda a cidade, animados por este espírito de descoberta, estes jovens, portadores de jovialidade e de alegria, não deixaram indiferentes todos os transeuntes que se interrogavam e que os questionavam. O testemunho que deixavam aos interpelantes, desta ilha consagrada ao Arcanjo São Miguel, guardião do paraíso, pela sua simplicidade e verdade de crianças e jovens entusiasmados, transformava-os em verdadeiros mensageiros de Esperança e obreiros da Paz, cuja ação, marcada pela Felicidade que partilhavam, libertava um suave perfume de Paz que a todos envolvia.

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