Correio do Minho

Braga, sábado

O Futuro dos Resíduos

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Ideias

2016-12-14 às 06h00

Pedro Machado

Na semana passada, tive a honra de ser convidado pela Antena Minho, para o programa ‘Da Europa para o Minho’, durante o qual defendi a criação de uma grande estação de valorização de refugos, dos sistemas multimunicipais de tratamento de resíduos.
No ano em que o sistema Braval assinala o 20.º Aniversário da sua criação, fazendo uma curta retrospetiva pelo trabalho desenvolvido e executado nos seis municípios, verifico que muito evoluímos em termos de qualidade de vida ambiental.

Braval cumpriu integralmente estas tarefas do PERSU I: encerrou as 11 lixeiras a céu aberto, construiu e colocou em funcionamento do aterro sanitário e implementou a recolha seletiva e triagem dos resíduos de embalagens.
Em 2007, foi aprovado o PERSU II que deu continuidade à política de gestão de resíduos, tendo em atenção as novas exigências entretanto formuladas a nível nacional e comunitário, assegurando designadamente o cumprimento dos objetivos comunitários em matéria de desvio de resíduos biodegradáveis do aterro e de reciclagem e valorização de resíduos.

A Braval foi dos primeiros sistemas a ir de encontro a esta estratégia nacional lançando, em 2004, o Ecoparque Braval, um conjunto integrado de projetos de valorização e reciclagem de resíduos, desde o ponto de recolha de pneus usados, ao armazenamento de Resíduos Elétricos e Eletrónicos, valorização energética do biogás e recolha e valorização de Óleos Alimentares Usados.
A Braval sempre foi um agente dinamizador e vanguardista tendo inclusivamente licenciado uma Unidade de Veículos em Fim de Vida, que não avançou pois não era missão da Braval fazer concorrência ao setor empresarial.

A unidade de Tratamento Mecânico e Biológico surgiu inserida neste Ecoparque Braval para cumprir as metas preconizadas pela União Europeia, um investimento de mais de 20 milhões de euros, inaugurada em fevereiro de 2016. Trata-se do maior investimento realizado até ao momento pela Braval, só possível com apoios comunitários
Esta unidade permite a triagem mecânica dos resíduos indiferenciados com recuperação da fração reciclável, bem como a valorização energética e compostagem dos resíduos orgânicos.

Deste processo resultam os refugos que, neste momento, não temos onde colocar, não fazendo sentido serem depositados em aterro sanitário. Por isso, defendo a existência de uma unidade de valorização energética destes refugos das triagens mecânicas dos resíduos indiferenciados, que abrangesse a região Norte, desde Valença até Vila Real, passando por Viana do Castelo, Braga, Guimarães, ou seja, os sistemas Valorminho, Resulima, Braval, Resinorte e Residuos do Nordeste.
O Estado deveria conceder aos municípios estas soluções, o refugo do resíduo urbano deve ser valorizado na sua totalidade, é impensável continuar a depositá-lo nos aterros sanitários.

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