Correio do Minho

Braga, segunda-feira

O Estado da Educação

O mito do roubo de trabalho

Ideias Políticas

2014-10-14 às 06h00

Francisco Mota

Já por diversas vezes tive oportunidade de reflectir sobre a importância da educação bem como o quanto é urgente uma política reformista, capaz de assumir um compromisso de futuro e não apenas de uma legislatura.

A educação é a base de desenvolvimento de cada sociedade, porque muito mais que reforçar a informação e a formação cívica das pessoas, dá oportunidade de promover a sua autonomia social e potencializando a competitividade na nossa economia, criando uma rede de conhecimento, investimento, inovação e de desenvolvimento no nosso País.

Como o afirmei no passado, desinvestir na Educação é sem dúvida hipotecar o Futuro de Portugal. O maior investimento que podem fazer pelo bem das gerações vindouras é sem dúvida o investimento no compromisso supra partidário, do caminho a seguir nas opções e na estratégia a eleger para o novo modelo educativo português.

A modernização das estratégias de organização das aprendizagens é hoje uma exigência para a concretização do direito à educação ao longo da vida. Como refere o relatório da concelho nacional de educação, as crianças e jovens aprendem através dos mais variados meios - os media, por exemplo, são poderosíssimos instrumentos de transmissão de conhecimentos.

O que distingue a ação da escola do conhecimento difundido por esses meios é a mediação dos professores, cuja competência é, mais do que nunca, decisiva para a promoção da qualidade e da equidade na educação. Por isso, a melhoria de um sistema educativo pressupõe necessariamente a valorização dos seus professores e a sua formação.

O Paradigma da educação alterou-se drasticamente o que merece dos decisores políticos uma maior atenção e objectividade nas orientações dos percursos escolares, optando sempre por uma crescente autonomia das escolas nas diversas áreas de actuação da comunidade escolar.

Acredito profundamente que quanto maior for o grau de autonomia e de decisão de uma escola para com a sua gestão, a eficiência e eficácia do sistema será sempre maior, pois evitamos a acumulação e centralização dos problemas a onde a máquina do estado em grande parte dos casos apenas cria mais condicionalismos em vez de atrair soluções.

É inaceitável, que ano após ano, governo após governo se recalque os erros de sempre e se vivam as dificuldades do costume. Exemplo disso é a colocação de professores, que no início de cada ano lectivo se torna um calvário para os docentes, alunos e famílias ao ponto de por em causa o funcionamento do sistema educativo.

Este tipo de acontecimentos evidência uma falta de concentração naquilo que é o central e prioritário na construção de um ensino público de qualidade, que são os recursos disponíveis para a aprendizagem das nossas crianças e jovens.

Num país inovador e tecnológico como o nosso, não podemos continuar a assistir de bancada a um modelo de gestão de terceiro mundo a onde não existe o cumprimento de confiança entre o estado central e professores. Como resultado final vemos as instituições de ensino desorientadas e os alunos a serem os grandes prejudicados num processo que não interessa a ninguém.

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