Correio do Minho

Braga, quinta-feira

O dissimulado da minha vida

Um ano em que a Europa respirou cultura

Escreve quem sabe

2018-01-28 às 06h00

Joana Silva

Há pessoas que ficam e outras que passam na nossa vida, com as suas personalidades e carater. Temos liberdade de escolher quem permanece ou não, embora muitas vezes, prolongámos esse caminho numa espécie comodismo emocional. Há quem se apresente nos “momentos chave” como o(a) “improvável” (aquele (a) que não se espera) que encoraja nos momentos mais difíceis. Outros (as) porém, desiludem pelas suas atitudes e carater de pouca fé, mesmo que a sua atitude se mostre solidária e conivente com a “dor”. E são, estas últimas que nos marcam pela negativa. Quem é do norte, certamente já ouviu e sabe o significado da expressão: “É um(a) songa-monga!” É uma espécie de “espertinho(a)”, alguém que “finge o que não é”. Todos nós conhecemos alguém, que apresenta comportamentos “atípicos” de alguém que, “finge e encobre-se do que não é”. Reflita sobre as pessoas que fazem parte da sua vida no momento atual. Conhece alguém assim?! Um familiar, por exemplo, que “parece que não parte um copo”; o amigo em que “o verniz nunca estala” ou o “lobo em pele de cordeiro” no trabalho.
Uma personalidade manipuladora, tenta através de discursos e ações manipuladas obter algo. Consegue encarnar o seu papel de ator/atriz na integra porque ao “acreditar na suas próprias mentiras” convictamente para além de se convencerem a si próprios conseguem convencer os outros. O(a) dissimulado(a), apesar de esconder sentimentos secretos, os gestos e a expressão facial, nomeadamente os olhos, revelam quase de visível, o ciúme, a inveja, a repulsa (quando não gosta verdadeiramente da pessoa sente-se incomodado com a presença desta). O(a) dissimulado(a) gosta de ser a personificação do “próprio sol” e não tolera que outros brilhem.

O(a) manipulador(a) consegue de forma calculista relacionar-se interpessoalmente com alguém de quem não simpatiza. O(a) dissimulado(a) tem alguma dificuldade nesse sentido. O(a) manipulador(a) não tem problemas em levantar rumores do “diz que disse” ou deturpar histórias, o dissimulado tem “mais cuidado”, “sabe como fazer” e “sabe o que dizer” esperando assim o momento mais adequado. Como se costuma dizer-se na gíria “não dá um pé em falso.”. Por exemplo, nunca é a primeira pessoa a tecer alguma critica destrutiva sobre alguém. Ri-se às escondidas (Ex: vê-se a satisfação e gozo daquele(a) que é humilhado(a), é calculista e sente inveja daquele(a) que lhe tira o pódio. Não tem nenhum tipo de remorso em prejudicar ou respeito mesmo por aquelas pessoas que nunca lhe foram incorretas. Se são ameaçados(as) atacam sem dó nem piedade. São narcisistas ocultos em que apesar de aparentemente serem solidários, intimamente não tem qualquer tipo de compaixão ou empatia por outrem e o principio numero um da sua conduta ética e moral é “primeiro eu”. Ficam enraivecidos(as) porque acham que o “direito a ter algo” só deve ser deles(as) próprios (as) e não dos outros(as). Quando adquirem “cisma” a alguém, são stalkers (perseguem de “forma doentia”), criticam tudo de forma “doentia” e secreta (ex: lê-se nos olhos) , desde o aspeto físico, a forma como está vestido, a forma como fala , mesmo até exageradamente pelas as fotos e comentários que publica nas redes sociais. Pessoas que não estão satisfeitas com a sua própria vida e passam a controlar a dos outros.

Acontece que há muitas formas de ser o centro das atenções sem prejudicar ninguém, porque cada um tem o seu valor e encanto em alguma aptidão da personalidade que “chama a atenção” de outras pessoas. Ninguém fica indiferente a este tipo de condutas inadequadas, cruéis e muitas vezes de “titulo gratuito”. Por vezes apetece expressar o desagrado contido e dizer “Pensas que eu não vejo? Sei que não gostas de mim e que passas a vida a controlar e a desdizer a minha vida”. É legitimo! Ninguém é de ferro. Mas há que ser mais esperto(a) porque senão a razão nunca é do “injustiçado(a)”. Conhece a expressão “se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele”? Apesar de ser uma expressão popular forte no sentido de quem a lê, tem o seu sentido. Ora vejamos mais atentamente.

O problema do dissimulado é ser o “centro das atenções” correto? Não gosta de partilhar “o brilho” com ninguém , mesmo que, muitas vezes, ache que tem esse mesmo brilho e na verdade não o tem. Neste sentido, normalmente o(a) dissimulado(a) quer distância física (ex: observe que se estiver num café, se se apereceber que alguém de quem não gosta está também presente, finge que não vê e fica muito quieto(a), do género, “Para aqui, por favor não!”) daqueles que lhe possam “roubar” esse mesmo brilho. Quando estamos magoados e chateados com alguém optamos por manter distancia ou não falar. Com o(a) dissimulado(a) não. A melhor de forma o “tirar do sério” é estar bem próximo, marcar a sua presença. “Bloquei-o (a)” da sua vida, isto é, não o (a) deixe ver nada ou lhe fale do seu quotidiano. Vai “enraivecê-lo(a)”! Se lhe perguntar da sua vida, aspetos mais íntimos, desconverse ou fale por meias palavras (o geral do geral). Ele(a) vai perceber, e vai-se sentir desconfortável com a sua presença porque não lhe poderá “cobrar” nada. Só está a proteger-se e o “castigo” deste(a) é de ter de conviver com quem não gosta e quer longe.

Deixa o teu comentário

Últimas Escreve quem sabe

11 Dezembro 2018

O conceito de Natal

10 Dezembro 2018

Como sonhar um negócio

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.