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Braga, sexta-feira

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O Dia em que tudo mudou

O Movimento Escutista Mundial (IV)

Ideias

2011-09-21 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Irei começar este meu espaço fazendo referência a uma pessoa importante no meu processo de aprendizagem, tanto a nível pessoal como profissional: o Professor Dr. Joaquim Guimarães. Foi alguém que me ajudou bastante nos tempos de rebeldia típicos da juventude e continua a ajudar nos dias que correm.

Nos tempos da universidade leccionou-me a disciplina de Fiscalidade e Auditoria. Como desempenhava um cargo de Dirigente Associativo com actividades intensivas, não me foi possível assistir às aulas de uma forma assídua. Perante isto, quando abordei o Dr. Joaquim Guimarães em relação ao exame de recurso, em Setembro de 1993, disponibilizou-se rapidamente para me ajudar e esclarecer as minhas dúvidas, no entanto avisou-me que teria que estudar arduamente e lutar ferozmente pelos objectivos a que me tinha proposto, já que caso contrário o desenlace seria expectável - o chumbo.

O seu grau de exigência foi enorme. Aprendi imenso com os seus métodos e a sua personalidade - justos e cativantes - ajudando-me também, a tornar aquilo que sou hoje. É um verdadeiro exemplo a seguir. Um homem nobre que faz da sua astúcia e inteligência a principal arma para se tornar naquilo que hoje é: um verdadeiro vencedor. Raramente acontece um professor tornar-se um amigo para a vida, mas comigo aconteceu. Ganhei um amigo e um companheiro, essencialmente nas viagens do S.C. Braga ao estrangeiro.

Infelizmente, a vida prega-nos partidas arrasadoras. No entanto, este meu amigo tem a força e a coragem para enfrentar esta cruel realidade com a cabeça erguida e optimismo. Com certeza que ultrapassará esta difícil fase com brio e altivez, afidalgando ainda mais a sua enorme pessoa. Força Amigo!
Feita esta justa menção, em seguida falarei de um acontecimento que mudou o mundo - o 11 de Setembro.

Há precisamente dez anos e dez dias atrás, o mundo sofreu uma tremenda reviravolta. No plano internacional quase tudo se alterou. A desconfiança e o medo instalaram-se em todos os cantos e esquinas. Uma mochila perdida, era sinónimo de bomba no seu interior. A presença de um islâmico era sinónimo de terror. O pânico pairava em todo o lado...

Relembro que nesse dia, 11 de Setembro de 2001, estava a iniciar o almoço num restaurante em S. Pedro de Este, com os administradores da Braval, após um Conselho de Administração, quando de repente iniciaram a transmissão das imagens do embate do primeiro avião nas Torres Gémeas de Nova Iorque. Inicialmente, fiquei estupefacto, sem reacção e gradualmente comecei a ganhar consciência do que estava a acontecer: os Estados Unidos da América estavam a ser atacados. Tal como o mundo, eu próprio também não larguei a televisão nas horas seguintes.

Depois, o inimaginável aconteceu. Milhões de pessoas viram em directo a colisão do segundo avião na outra torre, eu inclusive. Certamente que estas imagens ficarão gravadas na memória de todos nós pela sua frieza e arrepiante destruição. Engoli em seco durante vários segundos e aí tive a certeza - começara uma guerra.

Foi agoniante e assustador ver as pessoas nas janelas do edifício a pedir ajuda e não estar ao alcance de ninguém corresponder a esse pedido. Passados alguns minutos assistimos ao impensável - múltiplos suicídios em directo. É completamente impossível imaginar o desespero daqueles seres humanos. Estavam a ver a morte à frente e nada podiam fazer, até que decidiram por termo à própria vida.

Anos mais tarde constatamos que as perdas humanas não ficaram por ali. Nestes dez anos, milhares e milhares de pessoas faleceram nesta guerra declarada ao terrorismo. No entanto deixo uma questão: quem são os verdadeiros culpados desta guerra? Há opiniões dispares, o que é certo é que já pereceram milhares de inocentes.

As repercussões do atentado ainda hoje se fazem sentir. A crise financeira que os mercados mundiais atravessam está intimamente ligada ao apelidado ‘11 de Setembro’.
O mundo terá que aprender com os erros do passado para que não se repitam no futuro. Não podemos menosprezar ninguém, muito menos sentirmo-nos intocáveis e invioláveis. Esse foi o grande erro!

Este acontecimento foi um grande exemplo para todos nós e para o planeta. Acabara de explodir uma nova Guerra entre o Homem e ele próprio em que ninguém está seguro nesta cínica e mentirosa paz...

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