Correio do Minho

Braga, sábado

O Dia do Perfil do Aluno!

O terramoto de 1969 em Braga

Voz às Escolas

2018-01-29 às 06h00

Maria da Graça Moura

No passado dia quinze de janeiro a escola fez diferença! Deu a voz aos jovens, deu espaço às suas ideias, deu tempo a um exercício de cidadania, de democracia.
Organizada por grupos etários, por anos de escolaridade, a escola funciona, diariamente, sem novidade. O currículo é o centro da atividade letiva, persegue-se o cumprimento de metas, insiste-se na preparação para o teste, para o desempenho contratualizado, tudo em matriz nacional. Desenvolve-se um plano anual de atividades que enriquece no âmbito curricular, que dá espaço à criatividade, ao envolvimento, à descoberta, mas balizado por normas, regras e necessidades limitadoras do imaginário, do ideal.
Os nossos alunos, os nossos filhos, crescem numa rede protetora, limitadora da sua capacidade aventureira, da sua criatividade imensurável. Nem pensámos nas causas, mas elas são naturalmente provocadas, também, por variadíssimas e diferentes experiências dos adultos, por sonhos, por medos, receios e necessidade de compensar a gigante falta de tempo para o essencial, para o investimento afetivo, o das emoções, da sementeira da confiança, do amor.

Pois, quando numas poucas horas, damos aos nossos alunos a possibilidade de nos dizerem o que querem para terem uma melhor escola, melhores aprendizagens, preparar um melhor futuro, ficamos maravilhados com a sua visão, as suas respostas, as suas ideias, as suas críticas e as suas soluções. Eles sabem o que os faz mais felizes, eles sabem qual o caminho para um melhor desempenho académico, eles sabem expressar as suas ideias e as suas emoções. E sabem fazê-lo com a maior correção, com assertividade. Eles precisam de se sentir parte da solução, eles precisam de saber que são ouvidos.
Aconteceu então, numa segunda-feira, o Dia do Perfil do Aluno. Agrupados por ordem alfabética, distribuíram-se por salas, orientados por uma equipa formada por um professor e por um aluno. Primeiro para refletir no perfil que se pretende à saída da escolaridade obrigatória e, de seguida, em grupo, para a discussão sobre a necessidade de mudança na escola, capacitando-a para a formação de jovens com esse perfil.

Num segundo momento, os coordenadores destes grupos sintetizaram as conclusões, elegendo os representantes que fizeram chegar uma síntese ao Presidente do Conselho Geral e à Direção do Agrupamento.
E foi evidente a capacidade dos alunos, dos nossos jovens, dos cidadãos que decidirão o futuro: assertivos, justos, reivindicativos, com ideias claras e propostas válidas. Entre uma grande lista, o extenso currículo, a pesada carga letiva, a necessidade de diferentes experiências académicas e pedagógicas, a adequação do currículo à realidade, à capacidade diferen- ciadora, os manuais escolares, o excessivo peso das mochilas com propostas adequadas a uma solução nada difícil
As ideias dos nossos alunos não cairão numa caixa sem fundo. Serão, por eles mesmos, apresentadas em conselho pedagógico. Chegarão aos responsáveis pelas decisões neste País. Este País que tem a enorme responsabilidade de ouvir os seus jovens, de lhes dar tempo e espaço para exercitar, experienciar autonomia!
E enquanto os grandes se reúnem para criar um futuro compartilhado num mundo fraturado, criemos nós os cidadãos com essa capacidade, a de mudar este mundo, de o unir em torno de valores fundamentais e globais!

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