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Ideias Políticas

2020-05-12 às 06h00

Rita Barros Rita Barros

Celebramos por este dias o 75º aniversário do fim da II Guerra Mundial na Europa, após a rendição da Alemanha nazi a 9 de Maio.
Apesar de que o fim do conflito mundial apenas chegaria dali a 4 meses, a grande derrota sobre o nazi-fascismo é um momento de extraordinária importância, e o culminar de esforços de anos de anti-fascistas e outros democratas contra uma potência opressora e imperialista.

É essencial recordar o quão trágico e mortal foi o fascismo nazi, acompanhado das suas tentativas de reprodução mais ou menos eficazes em países com a Itália, Espanha e Portugal, para que nunca esqueçamos da barbárie de que os humanos são capazes, se acompanhados das ferramentas certas e da adesão de uma maioria manipulável. estimativas colocam em cerca de 80.000.000 o número de mortos (3% da população mundial), dos quais mais de 60% terão sido civis e mais de 25% soldados dos países Aliados.

É, também, importante compreender e analisar as tentativas de reescrita e de falsificação da História que, ano após ano, têm como objectivo branquear o papel do capitalismo neste evento sangrento. Grandes grupos económicos aliaram-se ao fascismo, tendo sido essenciais para o seu sucesso. A Bayer, a Siemens, a Audi, a Volskwagen, a BMW, a Daimler-Benz, a Hugo Boss, a Dr. Oetker, o Deutsche Bank, entre outras, viram vantagens na produção de equipamentos de guerra, na venda de produtos ao governo nazi, no uso do trabalho forçado e no confisco de bens a judeus e prisioneiros políticos. As restrições a liberdades e direitos, à boleia da promoção do medo do outro e do desconhecido serve o mercado e serve-se dele, em total colaboração.

Os nacionalismos exacerbados, a xenofobia, o racismo e a discriminação de género são excelentes argumentos para justificar a divisão entre povos, concretizar a retirada de direitos aos trabalhadores, e justificar a agressão a outras nações, que se materializam, invariavelmente, em mais lucros para os do costume. O capitalismo conviveu sempre bem com Estados fascistas, e todos os seus defensores choraram (e continuam a chorar) o fim das grandes potências europeias.

Nesta senda, é comum a tentativa de reduzir e deturpar o papel dos comunistas na Guerra, quando estes foram, em todos os países praticantes e apoiantes do nazi-fascismo e seus sucedâneos (incluindo Portugal), vítimas de perseguição, prisões, tortura e assassínio.
À pergunta “qual a nação que mais contribuiu para a derrota da Alemanha”, feita em 1945, 57% dos franceses respondia a URSS, 20% os EUA e 12% o Reino Unido. Em 2015, a mesma pergunta tinha como respostas: 54% os EUA, 23% a URSS e 18% o Reino Unido. Vários factores podem explicar esta diferença de conhecimento entre gerações, e nenhum será inocente.

As 26 nações que originalmente assinaram a Declaração das Nações Unidas para “defender a paz, a liberdade, a independência e a liberdade religiosa, e para defender os direitos humanos e a justiça nos seus próprios países e nos restantes”, uniram-se contra os inimigos que procuravam “subjugar o mundo”, e conseguiram, com os seus esforços conjuntos, determinar o fim dos fascismos na Europa.
Infelizmente, em 1945 não se pôs fim ao fascismo e à guerra. Hoje, para além de recordar, é forçoso que continuemos a lutar pela verdade, pela paz e pela liberdade, para evitar que a tragédia se repita.

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