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O cuidado na separação de resíduos recicláveis

Como vai ser a proteção do consumidor europeu nos próximos anos

O cuidado na separação de resíduos recicláveis

Ideias

2018-10-03 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Este fim-de-semana circulou uma notícia que dava conta da existência de resíduos de papel, provenientes de um serviço de uma instituição, depositados na rua. Esta notícia entristeceu-me não só pelo facto de se tratarem elementos confidenciais, que ficaram à vista de quem passava, mas também, pela colocação de resíduos de papel, nos resíduos indiferenciados, quando existem vários ecopontos à disposição, a cerca de 50 metros do local.
Para além disso, a Braval presta serviço de recolha de papel gratuito, mediante marcação prévia, em instituições, tais como: Segurança Social, Tribunais, Polícia Judiciária, PSP, bancos, autarquias, entre outras, para destruição e envio dos documentos em papel para reciclagem.

As instituições, quer privadas, quer públicas, por exemplo escolas, apesar de haver preocupação com a separação dos resíduos por parte das direções, muitas vezes por falta de sensibilização dos funcionários, nomeadamente os da limpeza, não colocam os resíduos separados nos ecopontos e acabam por estragar o trabalho que foi feito na instituição, pois neste caso o papel irá ser misturado com os resíduos indiferenciados e fica contaminado, inviabilizando a sua reciclagem.
Existem vários ecopontos nas imediações dos serviços que devem ser utilizados, mas há que educar a população para a necessidade de o fazer, há que ser explicado, que o lixo não é todo igual, que os diferentes contentores têm diferentes funções. Os colaboradores têm de saber que a sua função é importantíssima neste processo de correta eliminação dos resíduos.

Por tudo isto, a sensibilização ambiental continua a ser fundamental, por isso é cada vez mais colocada nos planos e nas agendas dos decisores, das autarquias, das escolas, pois parece-me que estas situações só se resolverão com o trabalho de várias gerações, com esta mentalidade enraizada desde cedo nas nossas crianças. No entanto, aqui os pais têm um papel fulcral de não “deseducar”, de não contrariar ou destruir o trabalho efetuado nas escolas. Se uma criança é incentivada para a reciclagem na escola, não pode chegar a casa e os pais não quererem saber e não o fazerem. Se as crianças aprendem, na escola, a respeitar os semáforos, a atravessar na passadeira, a olhar antes para um lado e outro da estrada, será que também têm os pais a dizer que podem atravessar sem olhar ou com o vermelho?

A responsabilidade de tratar os resíduos é, em primeira instância, de quem os produz, por isso temos que ser nós, cidadãos, a procurar colaborar, separando resíduos, colocando-os nos locais adequados, para que possam ter o melhor encaminhamento.
Como tenho dito, nenhum sistema de recolha de resíduos é perfeito se os cidadãos não colaborarem, temos os meios, temos de os utilizar da melhor forma.
Ajude-nos, Ajudando-se!

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