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“O caminho dos justos”

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“O caminho dos justos”

Ideias Políticas

2022-10-04 às 06h00

André Patrão André Patrão

Quem conhece os vários capítulos da história da Humanidade, sabe que, desde a primeira “experiência democrática”, na cidade-estado de Atenas, a democracia passou por várias mudanças. Hoje, por todo o mundo, encontramos vários países democratizados, com destaque para a correlação entre o desenvolvimento e evolução com a democracia e a sua implementação - é nos países mais desenvolvidos que encontramos as democracias mais consolidadas.
Ao mesmo tempo, durante o percurso, foram vários os atores que procuraram impor outro caminho, através de regimes que não respeitavam a vontade livre dos cidadãos, quer na questão da escolha de quem os governa, quer na sua liberdade de expressão, recorrendo a amarras, visíveis e invisíveis, de forma a controlar e manietar o pensamento de cada um. Limitavam assim, por sua vez, a sua associação em grupo, a discussão de novas ideias e de novos princípios que fossem, cada vez mais, de encontro às formas justas de governar, numa clara demonstração de quem quem segue o caminho oposto ao da liberdade, vai evoluindo, também, na forma de o fazer.
Cabe a cada um de nós lutar contra o ressurgimento dessas ameaças à nossa liberdade individual e coletiva, diariamente. Quem é eleito tem deveres e responsabilidades incomensuráveis, assente em dois grandes princípios, pelo menos: representar não só aqueles que em si votaram mas todas as pessoas, inclusive aquelas que, no exercício da sua liberdade, pensam diferente, se revêem noutra pessoa ou, simplesmente, discordam das suas ideias e, também, o de servir a causa pública.

Para isso, no exame de consciência que todos devemos fazer, eleitos ou não, perante mais uma notícia da eleição de uma candidata da direita radical, em Itália, devemos pensar em como podemos fazer com que os nossos concidadãos acreditem e defendam, acérrimamente, a democracia.
O escrutínio público é, sem dúvidas, maior que nunca e não tem nada de negativo: a base da democracia é a soberania do povo e, por isso, é no povo que reside o justo direito de escrutinar, de procurar saber, de questionar e de colocar em causa.
Vivemos num mundo muito mais atento e com um acesso à informação. Isto cria a exigência de que os políticos sejam muito mais transparentes em relação às suas acções e opções e que, na lógica dos vários episódios da História, assente cada vez mais na ideia de que não basta ser sério; também é preciso parecer sério, como se dizia da mulher de César.

Por outro lado, o mundo tecnológico também mudou a realidade da informação e parece que, por vezes, na política, a tradição impera, na forma de estar e de lidar com as pessoas como o fazíamos há vinte ou trinta anos, o que facilita o surgimento das forças políticas que utilizam discursos populistas, propondo uma realidade alterada mas simples, que encaixa na insatisfação de parte da população e na descrença no rumo que tomamos - já que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
O lado certo da História será sempre o mais difícil - aliás, quando o caminho é difícil é sinal de que é o caminho certo a seguir. Por isso, não percamos tempo: herdamos um passado, vivemos um presente e projetamos um futuro e, por isso, é hora de agir, lutando, mais que nunca, pela democracia e pelas pessoas, pois é por elas e por todos nós que aqui estamos.

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