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Voz às Escolas

2020-03-09 às 06h00

João Andrade João Andrade

Ainda que não pretendêssemos, os mais recentes desenvolvimentos no contágio com o SARS-CoV-2/COVID-19, quer ao nível do envolvimento de diversas comunidades educativas do País, quer na nossa região, obri- gam a que abordemos a problemática. Primeiro que tudo, um louvor à serenidade, mas acompanhada de forte determinação, com que as comunidades educativas têm abordado, quer as situações de contágio positivo, quer as de contacto com infetados. Nesse contexto, entendemos como exemplar a decisão de sábado da Reitoria de Universidade do Minho de encerrar o edifício do Instituto de Ciências e de Suspensão das atividades pedagógicas no campus de Gualtar. Por outro lado, também se apresenta como completamente conforme a situação das escolas que, não tendo caso positivos, tiveram elementos da sua comunidade com contacto com infetados. Nesses casos, esses elementos entram em quarentena face à escola, e o resto da comunidade é alertada e, caso as autoridades de saúde assim o determinem, vigiada com redobrada atenção face aos sintomas específicos da infeção. Neste momento e até hoje, por determinação das Autoridades de Saúde Nacionais, todos os serviços ou estabelecimentos devem, obrigatoriamente, proceder à elaboração de planos de contingência que minimizem o risco de contágio e permitam o bom funcionamento das atividades essenciais.

Também, na decorrência do previsto no Despacho n.º 2836-A/2020, de 2 de março, inúmeras atividades nas escolas formam reavaliadas, sendo, na maioria das situações, canceladas, suspensas ou adiadas sine die.
Pontualmente, escutam-se alguns discursos de que estas ações e preocupações são excessivas, comparando o atual surto, nas suas consequências, a uma “gripe comum”… Ainda que tal fosse o caso – e que não o é –, a preocupação deveria ser total. Porque é mais uma doença com impacto mortal. Seja essa mortalidade de dois, de três, ou de quatro porcento, ou ainda mais, são seres humanos concretos que morrem! E particularmente os mais frágeis de entre nós, que todos temos a obrigação de proteger. Também a percentagem de infetados que carecem de apoio hospitalar é significativa. Assim, quanto mais, e mais rapidamente, se disseminar a infeção, maior pressão sofrerá o sistema de saúde.

Correndo-se o risco de, no limite, o mesmo não conseguir dar resposta a todas as situações críticas, aumentando, significativamente, as consequências fatais. Situações fatais, não só as decorrentes da presente patologia, mas também outras, por falência da capacidade de resposta do sistema. Um só exemplo: imaginar a dificuldade de ligar para a linha Saúde 24, urgente face a um caso de AVC, numa altura em que a mesma esteja assoberbada a responder a ligações relativas a eventuais casos de COVID-19…
Assim, é uma obrigação, não só moral, civilizacional, mas também de inteligência e de pertença, de cada um nós, de executar serena e ponderadamente todos os procedimentos ao seu alcance para mitigar a dimensão e velocidade de propagação do presente surto.

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